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Cruzeiro acaba com jejum de seis anos no Amador

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Fotos: Núbia Garcia

O Cruzeiro quebrou um jejum de seis anos ao conquistar um dos mais importantes títulos do futebol não profissional da Serra Catarinense. Após vencer o AFC, em duas partidas, a equipe celeste comemorou o título do Campeonato Amador – Taça José Paschoal Baggio, na tarde de domingo (9).
Disputando o Amador há seis anos, o Cruzeiro nunca havia passado da semifinal. Mas neste ano a maré mudou e, neste fim de semana, o time escreveu um novo capítulo em sua história. No primeiro jogo da final, realizado no fim de semana anterior, o Cruzeiro já havia vencido o AFC por 2 a 0, com aparente tranquilidade. O adversário chegou em campo para o jogo de volta, neste domingo, com a missão de vencer no tempo normal para tentar levar a decisão para os pênaltis.
O segundo jogo da final foi muito mais equilibrado, porém o time celeste demonstrou superioridade e soube aproveitar as oportunidades. Aos 41 min do segundo tempo, em um contra ataque, Antonio acertou o pé e marcou o único gol da partida. Mesmo antes do fim, a torcida, que compareceu em peso, já empurrava o time entoando o grito de “é campeão”. Um desentendimento e uma agressão ainda deram ao Cruzeiro um cartão vermelho nos minutos finais da partida. Luizinho foi expulso e a equipe celeste encerrou com um a menos.
“Essa vitória representa muito. A gente vinha correndo atrás desse título há anos. Já chegamos na semifinal, mas não passamos. Somos um time do bairro, formado por boleiros e que não paga ninguém pra jogar”, comenta o técnico Juca.
Para o técnico do AFC, Alexandre Gambá, o resultado não condiz com o futebol que o time apresentou em campo. “Hoje a gente jogou bem melhor que o Cruzeiro, só que o campeonato foi decidido em duas partidas. Na primeira a gente não estava bem, não apresentou um futebol legal e acabou perdendo. No segundo jogo a gente estava bem, mas teve que abrir um pouquinho o time no final pra alcançar o gol, e acabamos perdendo”, avalia.
Apesar de não ter conquistado o título, Gambá ressalta que o vice-campeonato no Amador é um grande feito para uma equipe do tamanho da AFC, que foi formada há apenas três anos. Nos anos anteriores, o time ficou com a quarta colocação na competição.

Margarida não deu chances ao clima tenso
Uma final como a do Amador sempre deixa os times com os ânimos exaltados, mas a equipe de arbitragem, liderada pelo emblemático Clésio Moreira dos Santos (Margarida), tirou isso de letra. Acompanhado dos bandeirinhas Iridino Colombo e Fernando Nóbrega, e do quarto árbitro Claudemir Sassi (Zico), Margarida não se intimidou pelo clima tenso e foi uma atração à parte, sendo aplaudido pela torcida no final do jogo.
Margarida é reconhecido nacionalmente por causa de sua atuação irreverente em campo e pela forma de se vestir: seu uniforme, meias, chuteira e até o apito são cor-de-rosa.

Time também tem o melhor goleiro
Além do título de campeão, o Cruzeiro conquistou mais um feito no Amador 2019: levou para casa a taça de melhor goleiro da competição, conquistada por Cueca (Edmilson). O artilheiro deste ano foi Guilherme, do Cristal, que marcou 22 gols. As homenagens foram entregues para ambos ao final da partida, antes da entrega das medalhas e taças para campeão e vice, que foi feita pela filha de José Paschoal Baggio, a diretora do Correio Lageano, Isabel Baggio.

Histórico_ José Paschoal Baggio foi ex-presidente da Liga Serrana de Futebol (LSF), entidade que organiza o torneio. Seu Baggio, como era carinhosamente chamado, nasceu no dia 27 de março de 1921, em Ijuí, no Rio Grande do Sul. Ele chegou a Lages em 1946, em pleno ciclo da madeira. Permanecendo por pouco tempo no setor madeireiro, adquiriu em 1951 o CL.
Integrado na comunidade lageana, ele se envolveu no comércio, na indústria, na política e na vida social. Sempre aficionado por futebol, presidiu a Liga entre 1954 e 1955 (também presidiu o Internacional de Lages entre 1951 e 1953). Seu Baggio faleceu no ano de 2001.

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