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Coronavírus: em Lages, autoridades de Saúde estão em alerta e preparadas 

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Uma das medidas de cautela para evitar contágio é lavar as mãos com frequência - Foto: Bega Godóy

Santa Catarina registrou dois caso de suspeita do coronavírus, na tarde de quarta-feira (29). A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) confirmou que um casal de São José apresentou os sintoma, mas logo foram feitos os exames e descartada a hipótese de terem sido infectados com o coronavírus.

Em Lages, as autoridades de saúde passam orientações preventivas à população que vão desde obedecer à etiqueta da tosse a procurar o serviço médico para realizar um exame mais aprofundado, em caso de sintomas e sinais.

Segundo a Secretária de Saúde de Lages, Odila Waldrich, as medida de prevenção seguem orientações do Ministério da Saúde e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive). O estado é de alerta, assim como em todo o resto do país.

Os sintomas da doença se assemelham aos das síndromes respiratórias agudas grave (gripes) e  podem confundir, porém a letalidade do novo vírus é maior. Não existe imunização e, por consequência, não há tratamento específico. Resta evitar o contágio que pode começar com práticas simples adotadas no dia a dia.

O vírus fica incubado de dois a sete dias, podendo atingir 14 dias, e a propagação é rápida, pois pode ser transmitido de pessoa para pessoa por contato respiratório ou por mucosa, mas pode ser evitado com cuidados básicos.

“As pessoas têm de lembrar de lavar as mãos; se tossir, evitar colocar as mãos em cima da boca; além de evitar aglomerações”, aconselha Odila. A transmissão da doença se dá por contato com as secreções respiratórias.

Há casos que se manifestam com a infecção de vias aéreas superiores (coriza, febre e dificuldade de respirar) e até casos mais graves como pneumonia e insuficiência respiratória aguda.

Mesmo diante de orientações simples de prevenção, Odila destaca que como se trata de um vírus novo, os aspectos da doença podem variar. “Evitem ambientes com muita aglomeração e fechados”, recomenda.

As equipes da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais órgãos públicos estão preparados para atender, identificar e encaminhar os pacientes para o tratamento quando algum sintoma destas doenças for identificado.

Cuidados 

  • Lavar as mãos com água e sabão com frequência
  • Evitar tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos sujas
  • Evitar contato com pessoas doentes
  • Ficar em casa quando estiver doente
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, de preferência com um lenço de papel
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência, como maçaneta e corrimão

No Brasil

O risco para o Brasil é o mesmo de todos os outros países, porque a mobilidade das pessoas hoje é grande de um país para outro, por conta das viagens internacionais e intercontinentais. É possível que o vírus assuma proporções pandêmicas, mas ainda não é o caso.

Propagação segue em ritmo acelerado 

Os primeiros registros de casos da nova variante do coronavírus começaram em dezembro de 2019, na China. O número de mortes causadas pelo novo vírus chegou a 106 com o anúncio de 24 mortes feito pelas autoridades da província de Hubei, na manhã de terça-feira (28). Autoridades de Saúde da China afirmam que mais de 4 mil pessoas foram infectadas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até quarta-feira (29) foram confirmados 2.798 casos do novo coronavírus, batizado 2019-nCoV, em todo o mundo. A maior parte na China (2.761), incluindo a região administrativa de Hong Kong (8 casos confirmados), Macau (5) e Taipei (4).

Fora do território Chinês, foram confirmados 37 casos. Destes, 36 apresentaram histórico de viagem à China, dos quais 34, estiveram na cidade de Wuhan ou algum vínculo com um caso já confirmado. Desse total, os Estados Unidos e a Tailândia registraram cinco casos cada; quatro no Japão, Cingapura, Austrália, Malásia e a Coreia do Sul. A França registrou três casos, o Vietnam dois, e o Canadá e Nepal um caso cada.

Na China, epicentro da crise, a situação se agrava: o número de infectados é superior a 4.500 casos e o de mortos, já passa de 130. O governo chinês restringiu os acessos de entrada e saída de Wuhan, cidade onde o vírus surgiu em humanos, e de toda província de Hubei, mas reconhece que antes da medida, mais de 5 milhões de chinese já tinham deixado a região.

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