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#CLentrevista o sargento Jhonatan Branco

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Foto: Marcela Ramos

Correio Lageano: O que é o Maio Amarelo?

Sargento Jhonatan Branco: O Maio Amarelo é um movimento internacional, de conscientização de redução de acidentes de trânsito. E por que o mês Maio?  No dia 11 de maio de 2011, a ONU decretou a década de ações para a redução de acidentes de trânsito. Através do conjunto de órgãos que compõem a ONU, foi estabelecido que o Maio serio o mês relacionado a um balanço dessas ações de redução de acidentes no mundo todo. Por esse motivo que é um movimento internacional.

Aqui em Lages, de que forma acontece o Maio Amarelo?

Nós temos vários parceiros e instituições que trabalham no Maio Amarelo, entre os órgãos públicos, posso dizer a Polícia Militar e a Diretran, que são órgãos responsáveis pelo trânsito no município de Lages. Também temos empresas públicas-privadas, são várias instituições que abraçam essa causa. O principal objetivo é fazer com que o cidadão se conscientize e entenda, que a responsabilidade de um trânsito mais seguro, depende de todos nós.

Qual sua opinião da relação entre motorista e pedestre?

O que devemos destacar é a conscientização, o condutor do veículo ou o pedestre devem ser conscientes de que fazem parte de um conjunto, que é o trânsito. O problema que observamos é o condutor que não respeita a faixa de pedestres, que observa o cidadão atravessando a via e não respeita; e o pedestre que se acha auto protegido por estar na faixa de segurança, e acaba ocasionando o atropelamento.

Tanto o condutor quanto o pedestre, principalmente em nosso município, devem ter conscientização, para que todos juntos consigamos reduzir esses dados de acidente de trânsito.

Sobre o número de acidentes dentro do nosso perímetro urbano, como é feito esse levantamento de dados?

A partir do momento que a guarnição vai até o local de um acidente e atende o chamado do cidadão, é lavrado um boletim e, posteriormente, enviado para o setor de trânsito. Então, colhemos os dados desse boletim e criamos estatísticas. Em 2018, pegando os quatro primeiros meses do ano, aconteceram 708 acidentes, agora em 2019, ocorreram 778. Teve um acréscimo de 10%. Nós observamos que houve um acréscimo muito grande no número de lesão corporal. Em 2018 foram 44 acidentes que lesionoram, e neste ano, 70. Sobre os danos materiais em veículos, tivemos 507 em 2018, agora, tivemos 547. Também houve um acréscimo considerável. Número de mortes em acidentes, se manteve o mesmo: um.

O senhor tem uma estatística dos locais onde mais ocorrem acidente aqui na cidades?

As principais vias onde acontecem acidentes, são nas avenidas Camões, Dom Pedro e Belisário Ramos. Se formos observar, são vias longas e passam por vários bairros da cidade. Então, por esse motivo, justifica-se o número de acidentes. Pois têm um grande fluxo de veículos e são vias extensas.

Sobre as mudanças na lei em relação à embriaguez no volante, há alguma alteração ?

Em 2018, houve a Lei Seca, que ocasionou várias alterações, mas a principal alteração aconteceu em 2016, quando a lei n 13. 81 entrou em vigor, ela alterou vários artigos do código de trânsito, dentre elas a questão da embriaguez. Primeira situação: o valor das multas, até 2016, era R$ 1.900, de 2016 a 2019, passou a ser R$ 2.934, quase três mil reais; além da pena de suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Outra alteração muito importante de 2016, foi a inclusão do artigo 165A, no Código de Trânsito Brasileiro, que traz a recusa do cidadão quando ele não quer fazer o teste etilômetro, ou qualquer outro exame, que comprove que ele está embriagado. O simples recusar, já caracterizada a infração do artigo 165A, e o valor da multa e o mesmo valor se ele estivesse embriagado.

Qual o objetivo da escolinha de trânsito?

O objetivo principal da escolinha é conscientizar. É  um trabalho que estamos desenvolvendo desde o final do ano passado com crianças da quarta série, de qualquer escola do município de Lages. Elas vão até o quartel e lá passam um período. A primeira parte, a gente repassa as informações, um livro, desenhos, tudo específico para a idade. Na segunda parte, oferecemos um lanche para as crianças e, em seguida, elas vão colocar em prática aquilo que aprenderam na sala de aula. Atendemos, aproximadamente, 1.300 crianças, no período de maio de 2018 até este ano.

Para uma escola participar, basta entrar em contato conosco através dos telefones do Batalhão da Polícia Militar e conversar com alguém do setor de trânsito. E quando não temos essa procura, nós mesmos entramos em contato com as escolas.

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