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#CLentrevista o prefeito Antonio Ceron

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Correio Lageano: O senhor poderia fazer um balança das ações da Prefeitura de Lages durante o ano de 2018?

Antonio Ceron: Foi um ano de muitas dificuldades, assim como em outras gestões, sejam municipais, estaduais ou federais. Mas teve muitas conquistas, também. Conseguimos chegar ao final do ano de 2018 com mais positivo do que negativo. E como sou contador de formação, sempre faço um balanço no final do ano: o crédito e o débito. Creio que na coluna dos créditos, de expectativas, a gente tem mais pontos positivos que aconteceram neste ano. E sempre dentro daquela premissa de seguir à risca o nosso compromisso de campanha que é o respeito às pessoas e ao dinheiro público. Numa avaliação que fizemos com o colegiado, para nossa surpresa, superamos as expectativas em termos de trabalharmos dentro daquela linha de atendermos as pessoas, com austeridade, com transparência, para que o recurso público seja, da melhor maneira possível, aplicado em benefício das pessoas.

Existem muitas obras em andamento na cidade. Mas a pavimentação de ruas é uma grande demanda. Em Lages, temos muitas ruas ainda sem pavimentação. Qual a expectativa para atender a essas solicitações?

Dois terços das ruas da cidade de Lages, que tem 252 anos, não são pavimentadas. Nós conseguimos com recursos próprios, com emendas parlamentares e recursos do Governo do Estado, a pavimentação de cerca de 30 ruas, nesses dois anos de administração. Mas nós temos o compromisso e uma vontade pessoal. E mais que isso, é uma necessidade para a população de fazermos aquele projeto que é pavimentar 76 ruas, prioritariamente aquelas onde estão as unidades de saúde, creches, escolas e por onde passa o transporte coletivo. Nós tínhamos uma programação que não deu certo, que era com a economia dos cargos comissionados, mas tivemos que utilizar esses recursos para tapar buracos como o do LagesPrevi, por exemplo. Mas nós temos um projeto aprovado pela Câmara de Vereadores e, a partir de janeiro, o projeto autoriza financiamento na Caixa Econômica para que a gente possa dar este avanço de benfeitoria nas ruas. Nós estamos, hoje, com o trabalho de projetos executivos, temos 40 dessas ruas já com o projeto executado e tão logo ocorra a assinatura do contrato, possa fazer a licitação para que o ano de 2019 seja muito forte nesse investimento em vias públicas.

Além da pavimentação de ruas, existem obras que são bastante importantes para a modernização da cidade que é o Mercado Público e a Revitalização do Centro.

São dois projetos que vêm não só da gestão passada, mas da anterior, com os estudos da revitalização do Mercado Público e hoje temos mais de um terço das obras prontas. Imagino que na metade de 2019 a empresa que está fazendo o trabalho, até acelerado, conclua o Mercado Público, e nós constituímos uma comissão que está fazendo um estudo sobre o funcionamento mais adequado usando a experiência de outros municípios como Porto Alegre, Florianópolis, Itajaí, para que essa obra mantenha nossas questões culturais, como o artesão, a agricultura familiar, mas que haja, ali, um ponto de encontro. E a Revitalização do Centro também é uma obra com uma demanda muito grande e que, felizmente, está andando bem e que em 2019, com certeza, nós vamos entregar a revitalização total da praça. Os recursos que temos em casa, hoje, dá para assegurar que a revitalização da praça central moderna, grande bonita, que até o final do ano, se Deus quiser, até o Natal de 2019, já tenha a nossa praça totalmente remodelada. Na questão dos recursos, a gente já tem assegurada uma boa parte do mercado e uma parte da Revitalização do Centro. Encaminhamentos que fizemos em Florianópolis, com o Governo do Estado, nos dá uma segurança. Não é por que trocou o governo que vamos ficar sem a verba. O convênio foi feito com o governo e não com o governador. No dia 30 de novembro, encerraria o convênio com o Mercado Público, que foi renovado até final de 2019.

Além dessas obras temos o Complexo Araucária em fase de teste, totalmente concluído, falta a questão de algumas ruas, onde tivemos problemas, mas estão sendo resolvidos. E temos o projeto do Ponte Grande, esse com muita dificuldade, já que é um projeto muito grande, pesado em todos os sentidos, com dificuldades de estrutura, mas que estamos, em parceria com a Caixa Econômica, avançando, também. A nossa previsão, é que até dezembro do próximo ano, tenhamos, desde a unidade de tratamento lá do Caça e Tiro, até a Rua Castelo Branco, a parte de saneamento básico concluída. E na parte do asfalto, queremos chegar até a Castelo Branco, também. São 1.600 metros de asfalto. Esse é um projeto para podermos reivindicar a prorrogação do projeto ao final de 2019. Se não avançarmos, corremos o risco de ter esse contrato encerrado.

Gostaria que o senhor falasse sobre uma questão que preocupa a administração municipal que é o LagesPrevi.

A previdência do Brasil está quebrada. Isso, todos enxergam, menos aquele que é o mais interessado, que o servidor. Desde que assumi, digo aos sindicatos que coloquem na pauta essa discussão que vai refletir, exatamente, nos funcionários e, infelizmente, recebi, há dias, as demandas dos funcionários para 2019 e nenhuma das quase 20 cláusulas previa a questão do LagesPrevi. Mas em janeiro, nós vamos voltar a essa discussão. É uma bomba armada, que um dia não vai ter recursos para pagar. Isso é matemático. É um problema que tem que ser solucionado e a gente soluciona conversando com os sindicatos para que esse problema não afete a administração como um todo. Temos, hoje, demanda muito grande de mais ou menos 170 mil pessoas em Lages e a gente não pode sacrificar toda essa população em função dos servidores, que são essenciais. Nós estamos extrapolando. Isso não é justo. Não é justo com Lages e com o futuro dos próprios servidores. Temos aposentadorias fora da realidade de Lages, muito altas. Bom para quem recebe, mas difícil de pagar e que a gente tem que colocar na pauta.É negativo, a discussão é ruim, dá desgaste, mas, eu como prefeito, tenho a responsabilidade de agir em defesa dos interesses de todo lageano. Tenho esperança que a gente resolve este que é o maior problema da administração pública de Lages. Esse problema ou pe enfrentado ou vai chegar o dia, e no meu cálculo são cinco anos, a prefeitura não vai ter como pagar a folha.

Um exemplo prático. Quando foi projetado o LagesPrevi, a expectativa de vida era em torno de 55 anos. Felizmente, hoje, a média de vida do lageano é acima de 80 anos. Esses anos a mais que vivemos, não têm fundo. Você contribui, digamos, para uma aposentadoria de 20 anos e acaba vivendo 50 anos. Não se tem dinheiro para pagar.

E sobre uma reforma administrativa. Existe essa possibilidade em 2019?

Na verdade, quem fala mais sobre isso é a imprensa e não eu. Mas são ajustes e nós já aprovamos uma mini reforma na Câmara de Vereadores. São situações que estão sobrepostas, com responsabilidade dupla, então, fizemos um ajuste. Não está projetada nenhuma troca de secretário. Na minha visão como prefeito, no momento em que eu, com fundamentações e da equipe toda, entender que há necessidade, não há ninguém com cadeira cativa enem ameaçado de levar um cartão vermelho. Se necessário, vamos mexer. Gostaria que o senhor falasse sobre a expectativa do novo governo que assume nos próximos dias.

Se me permite, primeiro gostaria de falar sobre o bom momento que Lages vive, especialmente sobre os investimentos. Recebi um telefonema do Seu Gilson Berneck. Ele está entusiasmado e já fez a compra de todo o equipamento de toda aquela mega empresa a ser instalada em Lages e que vai dar um novo direcionamento à economia de Lages. Em um momento em que você tem uma expectativa de criar 500 empregos com carteira assinada, diretos, é uma excelente notícia. Ainda temos inauguração de estabelecimentos comerciais, outros grandes vindo de fora, a empresa lageana também crescendo e, este é o maior bem que se pode deixar a um jovem, a um pai, uma mãe de família, é emprego com carteira assinada. Nós tivemos, mesmo com as dificuldades, o retorno de 1,9 no retorno do ICMS. Somos um dos municípios com maior retorno de ICMS. Apesar da crise, o ano de 2018 se encerra com saldo positivo e boas perspectivas e otimismo.

Quanto ao relacionamento com o novo governo, se depender de nós, vai ser o melhor possível. Não foi o governo que eu apoiei, e ele sabe disso. Mas ele tem o compromisso da descentralização. Entendo que, hoje, tem um recado que as urnas nos deram, que vem de Brasília para baixo. O povo cansou daquilo que aí estava, ele quis novas práticas, uma política nova, a mudança em alguns hábitos é o que deve ser feito. E que o novo governador Carlos Moisés tenha sucesso e no que depender de Lages, nós vamos ser parceiros, nós precisamos, do Governo do Estado. A região serrana é um dos quatro pontos do Estado que ainda, no crescimento econômico, precisa do Governo do Estado e do Governo Federal.Sabemos, também, das dificuldades que ele vai enfrentar, o Governo do Estado também está com deficit orçamentário muito alto na questão previdenciária. Mas seremos parceiros e esperamos que esteja presente em Lages com obras, ações e, aqui, a grande primeira missão é colocar em funcionamento a nova ala do Hospital Tereza Ramos.

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