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#CLentrevista Juliano Chiodelli, presidente Jucesc

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Foto: Marcela Ramos

Juliano destaca que as ações têm sido possíveis graças à vontade política da atual administração que entende que a tecnologia é o pilar do desenvolvimento e que além de contar com os servidores de carreira, as pessoas com perfil altamente técnico são indispensáveis.

Correio Lageano: Que projetos o senhor tem para a sua gestão à frente da Jucesc?

Juliano Chiodelli: Assumimos no dia 1º de março um desafio novo, com abrangência estadual. A Junta Comercial do Estado completa, este ano, 126 anos, e uma de suas atribuições é o registro à publicidade dos atos mercantis, ou seja, ela é responsável pela abertura, alteração e fechamento de empresas em Santa Catarina. Hoje, fazemos a gestão de 780 mil empresas, que estão ativas, e cabe a nós administrarmos tudo isso. A Junta tem 59 escritórios no Estado, está presente em todas as regiões. O objetivo é avançar, tornar simples e fácil empreender em Santa Catarina.  

Um dos projetos é sobre dar condições de se abrir uma empresa em cinco dias. Como isso será possível?

A Junta Comercial está ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Assim, conseguimos alinhar as políticas públicas de desenvolvimento do Estado. Uma das bandeiras do atual governo é simplificar e desburocratizar a abertura de empresas no Estado. Isso é justo, pois gera emprego e renda. Torna o caminho mais simples para que os empreendimento aconteçam. Para fazer isso, precisamos de pilares, o primeiro é a vontade política, a qual temos um governador e um secretário dispostos a fazer a diferença e a transformação. O segundo é a lei, que já temos uma lei aprovada em SC, desde 2017, que altera a questão de abertura, colocando em prática o sistema da autodeclaração, que é um sistema semelhante ao do imposto de renda. Oitenta e cinco por cento das empresas abertas em SC, podem passar por processo de fiscalização posterior. Nós conseguimos acelerar o processo de fiscalização para 15% das empresas com alta complexidade, com alto risco sanitário e alto grau poluidor, focando os esforços do Governo do Estado nessas empresas e liberar esses 85% dos CNPJs abertos no Estado, onde não precisa de fiscalização imediata. No Brasil, uma empresa é aberta, em média, em 120 dias; em Santa Catarina, são 82 dias. Temos um projeto que visa a abrir em até cinco dias essas 85%, e as empresas mais complexas (produtos químicos, posto de gasolina), terão um processo diferenciado, porém facilitado também.

Uns dos projetos de campanha do governador Carlos Moisés é a digitalização do Estado. Como a Junta vai passar por esse processo digital?

Vou usar um exemplo: um contador ou empreendedor, vai em uma cidade do Oeste Catarinense, faz o seu protocolo em um documento, o qual leva três dias para o malote chegar na Capital do Estado, onde os documentos serão analisados. E, se tiver algum documento faltante ou uma informação errada, esse malote volta para a região. Então, já se passa mais de uma semana. O objetivo é transformar todo esse processo digital, através do qual o contador, em seu escritório, usando a sua internet, vai digitalizar os documentos e, em minutos, nós vamos receber na sede e já parte para a análise. A intenção é evoluir, transformar esses três dias de malote, em cinco minutos. A tecnologia na Junta Comercial vai fazer com que o governo se aproxime cada vez mais das pessoas, pois estamos levando eficiência para a abertura de empresa em todo o Estado.

Santa Catarina registrou recorde de novos negócios no primeiro trimestre deste ano com 34,8 mil empresas constituídas na Jucesc. Lages está entre as três cidades com melhor desempenho, com 28% de novos negócios no período, em relação a 2018. O que isso representa?

As 34,8 mil empresas abertas no Estado demonstram otimismo. Ninguém abre um negócio se não tem confiança. Estamos percebendo esta retomada econômica no Estado, não apenas pelo número de abertura de empresas, mas também pela geração de emprego. No Estado, os três primeiros meses, foram 45 mil novas vagas de emprego que surgiram. Nós somos recordistas em aberturas de empresas no Brasil, tendo 1% do território nacional, isso mostra otimismo e credibilidade.

Colaborou: Marcela Ramos

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