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#CLEntrevista com Fábio Lage

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Foto: Jordana Boscato

Colaborou: Jordana Boscato

O senhor saiu da administração do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres para a administração da UPA, pode falar um pouco sobre o porquê dessa mudança?

Em novembro do ano passado, as irmãs já vinham se afastando da administração, já tinham profissionalizado, tínhamos assumido tudo. Ficamos lá três anos e oito meses. Na mesma época, a Sociedade Mãe da Divina Providência, que é a mantenedora do hospital, deixou de ser as irmãs e passaram para um grupo de médicos. Esse grupo assumiu em novembro.

Em janeiro, optaram pelo meu desligamento do hospital. Fui desligado no dia 27 de janeiro e, no dia seguinte, a Odila (Secretária da Saúde) entrou em contato comigo, com a necessidade de colocar alguém com experiência, conhecimento, e maior profissionalismo na gestão da UPA. Precisei de um tempo para esperar a poeira baixar, absorver a notícia do desligamento, e no dia 5 de fevereiro, tive a reunião com ela e o prefeito Ceron. Nos acertamos e eu assumi a direção da UPA. 

A UPA recebe, diariamente, um grande número de pessoas. Como está sendo esse atendimento? 

Hoje a UPA atende, em torno de, 500 pessoas por dia. Dessas 500 pessoas, cerca de 120 são crianças e adolescentes, a parte pediátrica. É um volume muito grande. Imagina que são 15 mil pessoas por mês. Não tem nenhum serviço na região que tenha uma demanda de atendimento desse tamanho. Claro que isso tem toda uma logística, todos os protocolos definidos para gerir de uma forma adequada esse atendimento e, principalmente, uma equipe comprometida.

O que a gente percebe, mesmo com esse pouco tempo que estamos lá, é que temos uma equipe de profissionais muito boa, tanto os médicos, odontólogos, enfermagem, técnicos e o pessoal da recepção. Pessoas bastante dedicadas com o bom atendimento, não só eficiente, mas de uma forma humana, atendendo os anseios das pessoas que chegam. Eu falo que, quem não gosta de gente, não pode trabalhar na Saúde. Você precisa gostar das pessoas, nós não tratamos de uma perna, um fígado, e sim de uma pessoa. E isso é algo que está muito claro para mim, nesse princípio, essa dedicação e o comprometimento das pessoas.   

Esse atendimento atende não só Lages e sim toda a região, não é?

Isso. Atendemos toda a região, a UPA é regional. Não conseguimos ainda fazer a habilitação, mas estamos trabalhando nisso. A primeira necessidade é a aprovação da obra. É burocrático. Junto ao Ministério da Saúde, primeiro precisamos concluir a obra, fazer essa entrega e todos os ajustes necessários, para então buscarmos a nossa habilitação.

A habilitação é muito importante porque, hoje, o município de Lages tem suportado todo o custo da UPA e, com a habilitação, começamos a receber recursos do Ministério da Saúde, que auxiliam no custeio, que não é pequeno. Trata-se de um grupo grande de profissionais, com uma grande  estrutura. E a partir disso, podemos processar toda produção, consultas, exames, medicamentos que são gastos, junto ao Ministério da Saúde e receber por isso.         

Esse processo que o senhor fala, tende a demorar ou é algo que, está encaminhado para acontecer logo?

A questão da obra, já foi encaminhada para o Ministério da Saúde, toda a documentação e informação necessária. Agora estamos aguardando a aprovação do ministério. Após a aprovação, podemos fazer a habilitação da UPA. As UPAS são de 3 tipos.

A nossa é regional e, pelo porte, é um tipo 3, o maior. Nós atendemos toda a região, mas de 300 mil pessoas, um volume muito grande que depende da estrutura que você tem, número de médicos, leitos. E atendendemos todos os critérios para ser uma UPA tipo 3. 

Adultos e crianças esperam juntos para o atendimento, é adequado? E como está sendo o atendimento de crianças, que era uma preocupação da comunidade.

A UPA tem uma estrutura definida pelo Ministério da Saúde. Em todas é assim que funciona. A Secretária de Saúde tem projetos, até por essa questão, em ter digamos que, uma insatisfação com esse atendimento conjunto. Apesar que a espera está sendo muito rápida. Existem projetos para o futuro, mas para que ela pudesse ser aprovada, para que a construção pudesse ser custeada, em parte pelo Ministério da Saúde, precisa seguir determinados padrões. Os padrões de UPA são o mesmo em todo o Brasil.

Inclusive a identidade visual, é uma marca do Ministério da Saúde. E aqui foi feito feito conforme o projeto, e as exigências do ministério. Depois da aprovação da obra, e da habilitação, pode-se pensar em alterações. Temos espaço para pensar em mudar alguma coisa no projeto e até caminhar para isso.

Só a entrada inicial das pessoas que é conjunta. Depois, tem a classificação de risco, tanto do adulto, quanto da criança, o que é separado. Se houver a necessidade da observação, ou do internamento, também são separados. Funciona assim em todo lugar, claro que pode ser melhorado, mas isso demanda tempo e recurso.                                  

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