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#CLentrevista a psicóloga da abordagem social, Suelen de Liz

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Foto: Marcela Ramos

Correio Lageano: Como funciona o serviço de abordagem social?

Suelen de Liz da Silva: Trabalhamos com três questões: identificação do trabalho infantil, exploração sexual de criança e adolescentes e também com pessoas em situação de rua. A comunidade entra em contato com a gente, por meio do telefone, que e está sendo bastante divulgado na mídia. Nós vamos até o local, fazemos a identificação da situação e, em seguida, encaminhamos para toda a rede.

Nos dias mais frios, vocês concentram o atendimento nas pessoas em situação de rua? Como funciona esse trabalho?

Nesse período de inverno, nosso trabalho tem muita visibilidade. Recebemos as ligações e vamos até o local fazer a identificação da situação. Muitas das situações são de pessoas já conhecidas, que frequentam o centro (POP). Convidamos elas a se retirarem das ruas, para ir a um lugar melhor, que é o alojamento de inverno temporário que temos. Nem todos aceitam. Tentamos conscientizar o máximo, mas eles têm o direito de escolha. Caso não queiram, precisamos respeitar e auxiliar ao máximo, fornecendo cobertas ou alguma outra coisa que seja necessária naquele momento. 

O trabalho de vocês não acontece só no inverno, como algumas pessoas podem supor. Como funciona? 

Temos que frisar isso. Nosso trabalho funciona o ano todo, ele não tem parada, não tem férias, funciona o ano todo 24h por dia. 

Quantas pessoas foram atendidas pela serviço nessas semanas de frio intenso?

De segunda-feira(1) até domingo (7), foram 50 abordagens. Somente no fim de semana foram 20 abordagens. 

Os que aceitam vão para o alojamento. Onde ele fica e quando abriu? 

O alojamento abriu um pouco antes do Recanto do Pinhão, início de junho. Ele está localizado na Rua Papa João 23, na antiga Uniasselvi. Eles são encaminhados para dormir lá, funciona das 18 horas até as 7 horas do outro dia. E durante o dia, o que propusemos a eles é a frequência no Centro Pop. Serviço onde eles podem passar o dia, com alimentação e atividades extras. 

Tem pessoas em situação de rua que trabalham? 

Tem algumas que sim, mas é a minoria. Algumas trabalham durante o dia e noite vão até o alojamento para descansar. 

Como foi o trabalho durante o Recanto do Pinhão? 

Foi muito intenso nessa temporada de Recanto do Pinhão. O alojamento já estava aberto, foram 16 dias de recanto e fizemos 212  abordagens nesse período. Muitos imigrantes acaba aparecendo neste período de Festa do Pinhão por conto do trabalho. Ficam um tempo e depois se retiram da cidade.

Vocês recebem bastante ligações para atenderem as pessoas em situação de rua? 

Recebemos muitas chamadas sim. Ainda não conseguimos fazer uma média, mas em um dia é em torno de 15 a 25 ligações que a abordagem recebe. 

E se eu ver alguém em situação de rua, trabalho infantil ou exploração sexual, para qual numero eu ligo?

Temos dois números na abordagem social: (49) 98406-2980 e (49) 99921-1125.

Colaborou Marcela Ramos

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