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Casos de meningite não são motivo para alarde

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Foto: Susana Küster

Foram registrados neste ano, 32 casos de meningite em Santa Catarina, sendo que Lages e Brusque tiveram três casos cada um, tornando-se os municípios com mais pessoas infectadas no Estado. Ocorreram sete óbitos, sendo que em Lages, teve duas mortes. Os números são informados através de boletins da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). O último foi divulgado no dia 28 de agosto. Os números não são justificativa para ter medo, segundo a secretária municipal de Saúde, Odila Waldrich. “São poucos casos e não têm relação entre si. Não é considerado uma epidemia. Foi uma adolescente de 18 anos e um rapaz de 30 anos que faleceram e uma senhora de 54 anos, que sobreviveu.”

A gerente de Vigilância Epidemiológica, Sumaya Pucci, explica que qualquer um pode ter a bactéria, porém, algumas pessoas desenvolvem a doença e outras não. “O surgimento depende da imunidade de cada um, se tem doença autoimune associada, se é vacinada, entre outros fatores.”

Ela explica que a meningite se divide em três tipos: bacteriana, viral e fúngica, sendo que a mais grave é a bacteriana. “A fúngica e a viral são tratadas com medicamento e não acarretam em sequelas. Agora, a bacteriana é mais grave, pois é preciso fazer quimioprofilaxia (tratamento com remédios) nas pessoas que convivem com quem está infectado.”

Sumaya destaca que quando alguém é diagnosticado com meningite bacteriana é medicado rapidamente. São feitos mais exames para saber se a meningite é por bactéria gran negativa. O resultado leva até 10 dias para ficar pronto, mas, geralmente, ela diz que chega antes desse prazo. 

Se for confirmado que a meningite é por bactéria gran negativa, a Vigilância Epidemiológica investiga as pessoas que tiveram mais de quatro horas de contato com quem está doente. “Não adianta vir com receita pedindo o medicamento. A vigilância é quem analisa a situação através de um questionário. Se a pessoa tomar o remédio e não tiver risco de ter a doença, ela desenvolve uma resistência microbiana e, se um dia precisar, o tratamento fica prejudicado.”

A secretária municipal de Saúde, Odila Waldrich, esclarece que fica difícil a pessoa saber que está com meningite com base nos sintomas. “Dor no corpo e de cabeça, coriza, cansaço, febre, rigidez na nuca, entre outros sintomas podem ser confundidos com as outras patologias. Por isso, é importante nunca se automedicar e buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita.”

Além disso, é importante tomar certos cuidados para evitar o contágio. “É preciso higienizar maçanetas; usar a etiqueta da tosse e espirro, que é cobrir a boca; usar álcool em gel; lavar bem as mãos; evitar aglomeração de pessoas e manter o ambiente arejado, são algumas das precauções.” Essas medidas são divulgadas, segundo a secretária, nos postos de saúde, na imprensa, Vigilância Epidemiológica e em outros órgãos de saúde.

Público alvo são crianças e adolescentes

O Ministério da Saúde disponibiliza vacina contra a BCG, Meningo C, Haemophilus B, Pneumocócica, somente para crianças de três meses até menores de cinco anos e para adolescentes de 11 a 14 anos. Se não faz parte dessa faixa etária, é preciso pagar pela imunização de forma particular. O valor varia de acordo com o tipo da vacina, mas gira em torno de R$ 400 a R$ 1,2 mil, em uma clínica de Lages.

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