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Câmara lotada para debater violência contra a mulher

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Plenário da Câmara de Vereadores ficou lotada - Foto: Susana Küster

O assunto violência sexual, física, psicológica, assédio e de outros tipos, levou muitas pessoas para uma audiência pública, na Câmara de Vereadores de Lages, na noite de quarta-feira (6). O público era variado, tinha várias pessoas representando entidades, mas a comunidade também compareceu em peso. O objetivo de todos era único: debater e encontrar maneiras de diminuir a violência contra a mulher.

A vereadora Aida Hoffer, que também é presidente da Frente Parlamentar de Combate a Violência Contra a Mulher, foi a proponente da audiência que teve como tema: “Feminicídio e violência contra a mulher: enfrentar é nosso dever”.

Ela enfatiza que através da audiência, muitos encaminhamentos serão dados. Uma das ideias é criar núcleos de pessoas que previnam a violência contra a mulher, dentro de empresas privadas e instituições em geral.

Exemplo

Uma das participantes da audiência era Rosa Maria Oliveira Santos. Ela vestia uma camisa branca do Observatório dos Direitos das Mulheres Caroline dos Santos Ramires, que faz parte do Instituto Dorvalino Comandolli.

Ela criou o observatório, depois que sua filha, Caroline, foi assassinada pelo namorado. “Minha filha sofria violência desde que engravidou, teve minha neta e fugiu para outra cidade. Mas o namorado dela, a enganou, dizendo que queria conversar e dar uma ajuda financeira. Marcaram encontro e ele a matou”. O rapaz morreu no presídio, antes do julgamento, depois que caiu de uma rede.

Rosa conta que a filha chegou a fazer uma medida protetiva. “Transformei minha dor em uma causa para evitar que outras mulheres sofram”. Para ela, as mulheres vítimas de violência precisam de apoio de vários profissionais e também de capacitação profissional para que alcancem independência financeira e consigam se separar de seus agressores.

Quem quiser conhecer mais o observatório, pode ligar no número 49-99134-5664. O espaço fica atrás da Receita Federal, próximo a Avenida Presidente Vargas e oferece cursos de cabeleireiro e manicure, além de atendimento multidisciplinar com psicólogo, dentista e outros profissionais.

Assédio

Ivanise Simon foi na audiência, pois é diretora da subsede Lages, do Sindicato da Saúde de Santa Catarina. Ela conta que como a maioria dos profissionais da saúde são mulheres, o assédio sexual é frequente. “O problema é que é difícil de ser provado e muitas têm vergonha de se expor, mas sabemos que ocorre e muito”. Para ela, essa realidade mudará somente com um trabalho intensivo de conscientização.

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