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Base Nacional Comum Curricular garante os mesmos conhecimentos a todos os alunos

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Foto: Andressa Ramos

A mudança de uma escola para outra nunca é fácil. Além de deixar os colegas e mudar a rotina, há também a troca de conteúdos, ainda mais quando se muda de uma rede escolar para outra, como pública para particular ou vice-versa.

Pensando na equidade dos conhecimentos essenciais e um documento norteador para os profissionais da educação, a versão atualizada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi entregue na última terça-feira, pelo Ministério da Educação, ao Conselho Nacional de Educação.

A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, a Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Na segunda-feira, as escolas municipais e estaduais irão paralisar as atividades para conhecer e debater sobre a BNCC. Para o gerente da Gerência Regional de Educação, Humberto de Oliveira, o documento é uma forma de garantir o direito de aprender às crianças e adolescentes, além de qualificar o trabalho do professor e prepará-lo para sala de aula.

O mestre em educação e diretor de ensino da Secretaria de Educação de Lages, Carlos Eduardo Menegazzo Canani, descreve que o documento é uma necessidade que sempre existiu na educação do Brasil.

“Nós tínhamos diretrizes que davam outros encaminhamentos, mas nada que definisse o mínimo que deve ser garantido em cada ano da educação. Antes, cada rede definia os conteúdos a sua maneira, a Base serve para tentar padronizar um pouco mais, define os conteúdos mínimos para cada etapa da educação.”

Debate sobre as polêmicas

Uma das polêmicas em torno do documento é em relação aos setores da sociedade que não se sentiam representados, porém, Canani enfatiza que muitas discussões aconteceram e, agora, é hora de entender a Base. “É claro que como outro documento, temos que olhar com um olhar crítico, mas se a gente apresentar como oportunidade de avançar para melhoria da educação, essa é a oportunidade.”

O mestre explica que os conteúdos serão divididos em 60% iguais para toda a rede, seja particular ou pública, e os outros 40% ficam por definição de cada sistema escolar.

Documento embasa trabalho de professores

Com a Base, a Secretaria de Educação poderá desenvolver a proposta curricular de Lages, uma base para que os professores trabalhem de maneira igual nas escolas municipais.

A pedagoga Iolanda Demeneck acredita que a base vem para trazer qualidade para o ensino. “Até agora não tínhamos uma base, um documento que fosse norteador, que garantisse os conhecimentos essenciais que todo brasileiro precisa, com a BNCC o estudante de São Paulo ou de Lages aprenderá os mesmos conteúdos.

A base traz 60% dos conhecimentos essenciais e nós temos a autonomia de colocar mais 40%. É importante ressaltar que a base não tira a autonomia do professor no que diz respeito didática, metodologia, ela vem trazer a equidade na educação.”

Ela explica que os próximos meses são para implementação da base para que, em 2019, seja efetivada na sala de aula. “As escolas que já trabalham com a base, estão garantido o que é obrigatório. A base da educação infantil e ensino fundamental está homologada.”

Iolanda concorda que a efetividade da base irá depender do modo que será trabalhada em sala de aula. “Nós somos obrigados por lei, a base é obrigatória. O que vai fazer desse trabalho um trabalho de excelência é o professor.”

Competências gerais

  1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
  2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
  3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
  4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
  5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
  6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
  7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
    8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
  8. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
  9. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

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