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As vantagens e desvantagens do jejum intermitente

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Foto: Freepik/Divulgação

Já ouviu falar em jejum intermitente? Um método que está super na moda e que muitas pessoas querem aplicá-lo porque promete muito em emagrecimento, cura de doenças e outros “benefícios milagrosos”. Mas, hoje, é preciso falar sobre quais são os mitos e as verdades registradas cientificamente. 

A maior parte das pesquisas utilizando jejum é feita em animais, principalmente em ratos. Mas há pesquisas com pessoas, poucas, mas tem. Existem vários tipos de jejum, como 5:2, fast mimicking, time restricted feeding, dias alternados e outros. A maior parte desses métodos são ensinados a partir de blogs e notícias populares.

O mais comum a ser utilizado é o time restricted feeding, ou seja, determinar horários para ficar em jejum, de 12h a 18h. A sua proposta é reajustar o ciclo circadiano e promover melhora na qualidade de vida. O jejum começa à noite, após o jantar, e a pessoa só se alimenta no almoço do dia seguinte. É permitido tomar água, chá sem açúcar e café sem açúcar (e sem leite).

O que acontece no organismo

De uma forma mais clara, o nosso corpo é um relógio e as moléculas trabalham de acordo com o que relógio manda, podendo trabalhar mais ou menos, conforme o dia. E esse relógio possui seu chefe, esse chefe é a alimentação.

Ou seja, comer alimentos bons, ruins, ou não comer, mudará esse ciclo circadiano. Por isso, alguns adeptos gostam dos resultados do jejum, porque não comer favorece esse controle do ciclo circadiano.

Porém, para quem possui problemas de saúde, não é tão interessante assim. Tudo deve ser observado e analisado. Em questões de estudos, as pesquisas mostram um controle dos níveis de triglicerídeos, colesterol LDL, glicose, controle da saciedade e redução de peso.

Mas, como na nutrição os resultados são de acordo com cada organismo, algumas pessoas terão efeitos contrários a esses. Principalmente relacionado à saciedade, pois pode aumentar a compulsão alimentar na hora “liberada”. Além de poder desencadear uma gastrite pesada, desregular o sono e aumentar o estresse. Se você está grávida ou lactante, ou diabético com uso de insulina, também não é indicado. 

Mas, então, o jejum faz bem? Depende. Emagrece? Sim. Melhora a saúde? Depende. É a ciência da nutrição! Então, se tem interesse em iniciar um jejum, o conselho é fazer todos os exames e procurar um nutricionista para te orientar e ensinar como iniciar, e qual método é o melhor para você.

Por Fernanda Andrade, nutricionista funcional e fitoterápica, e aromaterapeuta (@nutrifernanda.andrade)

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