O Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto, começou a ser construído em 2002 e até hoje, não possui uma data para ser inaugurado. Apesar de estar, aparentemente concluído, a cada vistoria, surge uma nova exigência. O último problema divulgado diz respeito a um morro que fica próximo à pista e isso não é permitido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
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A superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no aeroporto, Márcia Aparecida Santos, afirma que a exigência de retirar o morro é da Anac, mas que, por enquanto, o aeroporto pode funcionar com aeronaves pequenas.
Ela afirma que as vistorias sempre apontaram o morro como um impedimento, mas como o aeroporto pode operar com aeronaves pequenas, não é preciso se preocupar em retirá-lo agora. “Não será necessário, também, mudar a pista por conta disso. É um problema para o futuro, para quando o aeroporto passar a receber aviões com capacidade para mais de 200 passageiros. Mesmo assim, está sendo feito um planejamento para resolver esse impasse ainda neste ano.”
Outro problema detectado no aeroporto é que para operar com voos por instrumentos é preciso fazer a construção da Resa (sigla em inglês para Áreas de Segurança de Fim de Pista) na cabeceira da pista, e retirar o talude ao lado da pista de pousos e decolagens.
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Infraestrutura, por enquanto, não há nada definido sobre a construção da Resa. Apesar de a homologação dos voos por instrumentos ainda estar distante, o aeroporto já conta com os equipamentos necessários para operar por instrumentos. Além disso, há problemas de infraestrutura como infiltrações na parte interna da estrutura, que nunca foi utilizada.