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Violência étnica no Quirguistão expulsa mais de 250 mil pessoas

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Moscou, 15/06/2010, (EFE)

A presidente interina do Quirguistão, Rosa Otunbayeva, declarou nesta terça-feira que por enquanto não vê necessidade de enviar forças de paz ao sul do país, onde "o conflito está diminuindo".

 


"O conflito em Osh e Jalal-Abad está abrandando, e o Governo provisório confia que essa tendência será mantida", disse Otunbayeva em entrevista coletiva, informou a partir de Bishkek a agência russa "Intefax".

 

No sábado passado, o líder quirguiz anunciou que tinha solicitado à Rússia o envio urgente de forças de paz para controlar a situação no sul do Quirguistão, onde segundo os dados oficiais os choques étnicos deixaram pelo menos 170 mortos desde no último dia 11.

 

O Kremlin respondeu esse mesmo dia que considerava o conflito no Quirguistão um "assunto interno" desse país centro-asiático, embora se mostrado aberto a que a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) estudasse a solicitação das autoridades do Quirguistão.

 

Além de Rússia, fazem parte da OTSC seis antigas repúblicas soviéticas: Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão.
Otunbayeva admitiu que o número de mortos pode ser maior do que indicam as autoridades do Ministério da Saúde.

 

Como explicou a presidente interina, na tradição local, o povo enterra os corpos imediatamente após a morte, sem levá-los ao hospital para que as causas da morte sejam apuradas.


Foto: (EFE)

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