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Um mal chamado solidão

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Foto: Divulgação

É cada vez mais perceptível que, apesar das redes sociais e todas as possibilidades trazidas com a tecnologia, as pessoas se sintam cada vez mais sozinhas. Pode-se perceber isso com a quantidade de pessoas procurando por ajuda profissional para sanar o vazio de uma vida cheia de afazeres.

Segundo a psicóloga Rejane Maria Baggio (CRP 12/00771), mestranda em saúde mental, casos clínicos de depressão, bipolaridade e esquizofrenia são cada vez mais frequentes nos consultórios. Quadros esses que trazem distanciamento entre as pessoas e o isolamento das mesmas. Procuram-se culpados, em cidades grandes, o medo do desconhecido, em aplicativos o receito dos perfis fakes.

As redes sociais transformam-se em uma forma de refúgio, onde as pessoas fazem postagens buscando por soluções, recebendo comentários de amigos distantes, mas, muitas vezes, não abrindo seus problemas para as pessoas próximas. O isolamento, muitas vezes, consiste em uma tristeza passageira, que acomete a pessoa por um fato isolado. Por outro lado, pode vir por meio de um problema clínico, como a depressão e a ansiedade e, desta forma, deve ser tratado por um profissional. “Algumas pessoas até buscam a ajuda de familiares e amigos, mas não encontram o foco do problema. O psicólogo, por sua vez, vai escutar o paciente e ajudá-lo a bolar estratégias para sanar o problema,” comenta Rejane.

O primeiro passo é identificar o problema, através dos pensamentos, que geram nossos sentimentos e, por fim, nosso comportamento. Em casos mais leves a pessoa pode ir trabalhando seu dia a dia para que não entre em um isolamento mais profundo.

“Quando estamos tristes, queremos aprofundar a tristeza. E devemos combater com emoções opostas. Escutar músicas alegres, ver filmes que nos deixem feliz. Se não quero sair, vou forçar, levar meu animalzinho de estimação para uma volta no parque.”

A psicóloga ainda reitera que são passos pequenos, mas que nos mantêm com a cabeça no aqui e agora. Se mesmo diante destas atividades a pessoa continuar sentindo que está isolada de quem faz parte do seu convívio, deve procurar um profissional, fazer a terapia com um psicólogo ou, se for o caso de precisar de medicamentos, procurar por um psiquiatra.

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu escreveu sobre algumas medidas que podem ajudar a lidar com a solidão:

– Frequentar lugares públicos: Isolar-se e permanecer só não salva ninguém da solidão.

– Desligue as redes sociais por um instante: Apesar de atraírem milhares de pessoas e de estarmos rodeados de amigos virtuais, as redes sociais podem trazer solidão e depressão. A ideia de ter amigos nas redes sociais é uma ideia falsa da realidade. Redes sociais aumentam a sensação de solidão, pois invertem a realidade.

– Seja positivo! A forma positiva de ver a vida e as pessoas afasta os sentimentos de solidão e de depressão.

– Tenha planos futuros: Planos e ações ocupam a mente para que não pense na solidão. Mas, lembre-se de que tudo na vida tem de ser moderado.

– Animais de estimação: Este é um dos melhores meios para combater a solidão, principalmente os que interagem, são ótimas companhias.

– Não confunda um sentimento momentâneo com a realidade: A solidão é momentânea. Não faça disso uma realidade permanente para não se afundar na solidão por um tempo maior.

– Não se isolar: A vontade de se isolar como consequência da solidão é comum, mas pode ser perigosa.

– Seja ouvinte: Mostre-se participativo. Ouça mais e fale menos e conquistará a sua roda de amigos.

– Elogie, não critique: Não menospreze nem julgue as pessoas. Para opinarmos, temos de procurar o conhecimento pleno sobre o assunto.

– Procure um psicólogo: Caso a solidão esteja se transformando em depressão, procure a ajuda de um profissional. Um psicólogo poderá ajudar e ser um amigo para tirá-lo da solidão.

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