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“Saúde do homem” chega ao presídio

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Lages, 17/06/2010, Correio Lageano

 


A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas.

 


Esses índices do Ministério da Saúde levaram a equipe técnica responsável pela Saúde do Presídio Regional de Lages a iniciar, ontem, uma ação preventiva voltada especialmente à saúde do homem. Os mais de 400 detentos serão submetidos a exames de rotina e segundo a técnica em atividade de saúde dos presos, Fátima Flores, o objetivo é fazer com que os presos despertem o interesse de cuidar da própria saúde.

 


Sobre alimentação, atividades físicas e principalmente as doenças sexualmente transmissíveis, os presos estão recebendo cartilha, participando de palestras, assistindo a vídeos. Eles tiram dúvidas com profissionais de saúde e trocam informações entre si, sempre com o enfoque preventivo.

 


As primeiras palestras iniciaram ontem à tarde. E continuam nesta quarta-feira. Por ser o presídio um ambiente insalubre e até um local propício para proliferação de doenças, os cuidados dos presos têm de ser redobrados. “A superlotação da unidade penal é favorável à transmissão de algumas doenças”, observa Fátima Flores.

 


Todos os presos estão sendo pesados, tendo aferição da pressão arterial e se for necessária consulta médica e medicamentos. São encaminhados direto da sala de palestras. A enfermidade que mais incomoda os presos na unidade penal de Lages é a sarna. E segundo Fátima Flores, os presos denominam de “zica” a doença que é comum em ambientes superlotados.

 


A predominância de homens no presídio não restringe as mulheres das mesmas orientações. As mais de quarenta detentas também estão recebendo palestras e esclarecimentos quanto ao que pode ser prevenido dentro do presídio. Semana passada as mulheres já receberam atendimento médico e semana que vem outro grupo será atendido.

 


Pela quantidade de presos, o número de portadores de doenças como Aids é pequeno, pelo que informou Fátima Flores. Há seis portadores de Aids sem manifestação da doença e quatro que estão sendo medicados com o coquetel. Eles já entraram no presídio com a doença.

 


O diretor do presídio, Edson Alves Pereira, disse que ações como esta são importantes para ajudar na autoestima dos presos. “Eles se sentem valorizados porque estão tendo atenção no que tem de mais precioso, a própria saúde. Melhora até o comportamento dos presos”, comentou lembrando que há poucos dias foi realizada a revisão penal dos presos e isso mostra que há uma preocupação permanente com os detentos.

 


O que deixa claro o diretor do presídio é que os presos estão privados da liberdade, mas não de uma boa saúde.

 

Foto: Deise Ribeiro

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