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Projeto deve ser ampliado, mas Serra não será contemplada

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Foto: Divulgação

Iniciado em 2015, o projeto-piloto Comunidades Rurais Digitais, do Governo do Estado, pode ser ampliado em 2020. Com previsão inicial de atender a 20 municípios, o projeto já foi implementado em 11 deles, atendendo a 33 comunidades rurais e cerca de duas mil famílias em todo o Estado. Na Serra Catarinense, mais de 450 famílias são beneficiadas no interior de Bocaina do Sul e Bom Retiro.

No ano passado, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural elaborou um novo estudo, visando à ampliação do projeto não apenas para os nove municípios previstos inicialmente, mas também envolvendo a área rural de outras cidades catarinenses.

“O governo tem como prioridade para a Agricultura que a gente avance na distribuição do sinal de internet. Queira ou não, isso significa melhora da qualidade de vida [para quem vive no campo], pois tem a ver com oferta de serviços, não só aqueles ligados à agricultura, mas o próprio comércio e entretenimento que o produtor precisa para ter qualidade de vida e ficar no campo e gerar renda e riqueza. Esse projeto é estratégico para nós”, comenta o secretário adjunto da pasta, Ricardo Miotto Ternus.

Comunidades Rurais Digitais é um subcomponente do SC Rural e tem como meta a disponibilização do acesso à internet para as comunidades rurais, de modo a democratizar a informática em diversos níveis de ação: educacional, cultural, turismo, mercadológica. Até agora, a implantação nos 11 municípios teve investimento superior a R$ 5,9 milhões.

Segundo Miotto, a parte mais cara para a implementação deste projeto-piloto é a construção das torres de transmissão, que são colocadas onde o sinal de internet e telefonia (móvel e fixa) são mais precários. Uma alternativa encontrada para reduzir este custo foi a possibilidade de fazer parcerias com entidades como a Celesc e a Polícia Militar, para utilizar as torres que estes órgãos já têm implementadas em diversas comunidades de interior, em todo o Estado.

Em Bocaina do Sul, 400 famílias são atendidas pelo projeto, e em Bom Retiro são 72 famílias beneficiadas. Além dos municípios serranos, as áreas rurais de Anitápolis, Botuverá, Catanduvas, Ipuaçu, Major Vieira, Pedras Grandes, Pinheiro Preto, Tigrinhos e Trombudo Central já integram o programa. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, a ampliação do projeto não prevê a incorporação de nenhum outro município da Serra Catarinense.

“A gente tem o desafio de reformular e ampliar este projeto, transformando ele em um programa do Estado. Sempre importante destacar que não adianta o Estado oferecer serviços online, como emissão da NF e GTA, se [o produtor] não tiver internet. Então, a gente tem que viabilizar isso para as comunidades de acesso mais difícil”, comenta Miotto.

Além de levar o sinal de internet para as comunidades do interior dos municípios, o Comunidades Rurais Digitais também visa ao financiamento e à aquisição de kits de informática, como notebooks, desktop, impressoras ou equipamentos de recepção de sinal de internet.

Para tal, oferece uma espécie de financiamento voltado, exclusivamente, para adolescentes e jovens, com idade entre 18 e 29 anos, residentes no meio rural. Cada pessoa que se enquadre nos pré-requisitos pode solicitar o valor máximo de R$ 3 mil e tem até 3 anos para pagar, com parcelas anuais e sem juros. Em 2019, 249 adolescentes e jovens foram beneficiados com os kits de informática.

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