Coronavírus

População respeita restrição e não sobe o Morro da Cruz durante Sexta-feira Santa

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Fotos: Marcela Ramos

Todos os anos, durante o feriado de Páscoa, a população tem o costume de subir ao Morro da Cruz, em Lages, na Sexta-Feira Santa, acompanhando os espetáculos da vida e morte de Jesus Cristo.

Outra tradição desta época do ano que não pôde acontecer neste ano, por causa da panndemia do novo coronavírus, foi as manifestações de fiéis que sobiam os 500 degraus da escadaria Frei Silvério, até o topo do Morro Grande, sempre com muita fé.

Os fiéis sobem a escadaria de pés descalços, de joelhos, para pagar alguma penitência ou agradecer por uma graça alcançada ou até para renovar a fé.

Mas, neste ano, devido aos decretos e portarias do Governo do Estado e também do município, foi proibida a subida das escadarias e ao complexo religioso do Morro da Cruz. Procissões e peregrinações individuais também estão suspensas.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas fiquem em isolamento social em suas casas e evitem aglomerações de pessoas.

E para prevenir tal aglomeração, a Polícia Militar e os agente de transito começaram o trabalho de barreira na Rua Frei Silva Neiva, que dá acesso ao morro, desde as 6h da manhã desta sexta-feira (10). Além da barreira, eles fazem a orientação para as pessoas, garantindo o cumprimento dos decretos.

Conforme o coordenador da equipe de agente de trânsito do município, Luiz Meira, afirma que nenhuma pessoa quis passar pela barreira, “sinal que a população está respeitando o decreto”.

“Até agora, nenhuma pessoa passou aqui com a intenção de ir até o Morro, estamos aqui desde às 6h, juntamente com a Polícia Militar, para atender esse decreto.”

Os agentes de trânsitos são os responsáveis pelo bloqueio da rua, e a passagem é permitida apenas a moradores da região.

A Polícia Militar, garantiu a segurança no topo do morro, fazendo rondas e trocas de guarnição. “Vamos ficar até as 18h. Estamos com uma equipe de 20 agentes de trânsito, cinco viaturas e cinco motos. Assim, fazemos o revezamento da equipe para não deixar o local sozinho”, conclui.

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