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Polícia Federal quer identificar homem que vive embaixo da ponte

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Água do rio chegou bem perto de onde estava o homem - Foto: Defesa Civil/Divulgação

A chuva de sexta-feira (24) fez o nível do Rio Ponte Grande subir rápido e o homem que há alguns meses vive embaixo da ponte da Avenida Presidente Vargas, em Lages, corria risco de ser levado pela correnteza. Ele foi resgatado pela Defesa Civil e pela Abordagem Social, que o localizou dormindo a 30 centímetros do nível do rio.

A situação dele agora pode mudar, porque a Polícia Federal foi acionada e coletou as digitais para tentar descobrir quem ele é e qual sua origem. Se for descoberto de que país ele é, e se estiver ilegal no Brasil, haverá um prazo para voltar ao país de origem. Se não cumprir, há a possibilidade de se iniciar um processo de extradição.

O homem está vivendo embaixo da ponte há cerca de três meses e já foi notícia do Correio Lageano mais de uma vez. O problema é que ninguém descobriu que idioma ele fala, nem seu nome, origem ou idade. Ele balbucia algumas palavras, como cinco reais?, dez reais?, é isso?, “brigadão”. Não possui documentos, aparenta ter entre 30 e 35 anos, características físicas e idioma com descendência africana. Muita gente já sabe que ele vive ali e o ajuda com comida e outras doações.

O secretário executivo da Defesa Civil, Jean Felipe de Souza diz que foi até o local na sexta-feira com sua equipe, depois de o órgão receber ligações da comunidade sobre a situação de risco do homem.

Ele foi encaminhado para o Acolhimento POP, que é uma casa localizada na Rua Frei Gabriel, próximo à Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e que dá assistência a moradores em situação de rua.

No local, poderá tomar banho, comer, trocar de roupa, dormir em uma cama confortável com cobertores e edredons limpos, além de receber atendimento de uma equipe multidisciplinar com suporte psicológico e de assistente social. A ideia é ele participar de um grupo de apoio e ter encaminhamento para colocar a documentação em dia. Porém, o secretário disse que ele não estava disposto a ficar no local.

Abordagem social

O serviço de Abordagem Social presta atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana. Os contatos são 98406-2980 e 99921-1125. Aceitam-se ligações a cobrar.

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