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Polícia Federal incinera 3,5 toneladas de entorpecentes

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Grande parte das drogas era destinada ao tráfico internacional. Fotos: Susana Küster

A Polícia Federal incinerou, na tarde desta quinta-feira (12), na unidade de Cogeração Engie, em Lages, cerca de 3,5 toneladas de drogas, provenientes de apreensões realizadas no segundo semestre do ano passado e no primeiro deste ano, em cidades de Santa Catarina. Os entorpecentes incinerados foram cocaína, maconha, crack, ecstasy, haxixe e LSD. Grande parte foi apreendido no porto de Itajaí e na Grande Florianópolis.

O transporte da droga é feito com escolta armada e quando chega em Lages, um comboio da Polícia Federal vai até a unidade de Cogeração. No local, a droga é retirada do caminhão por uma carregadeira até próximo das portas de incineração. Aos poucos, funcionários da empresa e policiais vão abrindo os sacos e jogando tudo para ser incendiado. O ambiente fica bem quente e, por isso, são colocados fardos de água próximos do local, para quem quiser se refrescar.

 

A queima é feita em Lages, segundo o delegado da Polícia Federal, Nelson Napp, porque como é incinerada, o processo fica mais rápido e seguro. Além disso, não prejudica o meio ambiente, já que o local (usina) possui reaproveitador de água e filtros para não poluir o ar durante a incineração.

O delegado explica que não há um prazo determinado para a queima dos entorpecentes, pois eles ficam a disposição da Justiça, até o descarte ser liberado. “Não há uma quantidade máxima ou mínima para a incineração, mas é uma questão de segurança não demorar para queimar, pois as drogas têm um valor alto. Avisamos sempre as unidades policiais para se tiverem interesse, também fazerem parte da queima com suas apreensões.

O chefe da delegacia da PF, em Lages, Carlos Sanches, destaca que a quantidade de droga queimada não é recorde, mas é uma das maiores feitas no Estado. Foi através de um trabalho realizado em cooperação com a polícia de outros países, como Bélgica e Holanda, que se chegou até os entorpecentes. “Grande parte era para consumo no exterior. Já faz algum tempo que a Polícia Federal atua em conjunto com as polícias europeias”.

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