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Placas do Mercosul serão exigidas a partir de 31 de janeiro

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Foto: Bega Godóy

Já usadas na Argentina e no Uruguai,  as placas veiculares do Mercosul passam a ser exigidas no Brasil a partir do dia 31 deste mês para todos os veículos  que forem emplacados pela primeira vez e em outras seis situações. As atuais valerão até o fim da vida útil do veículo.

A troca será exigida em caso de transferência de município ou Estado ou de proprietário, ou em outras situações em que a troca da placa é obrigatória,  caso em que a placa tenha sido danificada em acidente, por exemplo e furto. também para quem precisa trocar de categoria, como passar o veículo de passeio para  táxi, aluguel, entre outros.

A nova placa é composta por quatro letras e três números., e tem a bandeira e o nome do país, o símbolo do Mercosul e um QRcode (código que remete a informações sobre a placa e garante a autenticidade). 

Mudança deve ser feito por estampadores credenciados

Lages possui seis estampadores credenciados pelo Detran para produzirem as novas placas. Um deles é o Alexandre Kurtz. Ele conta que 90% dos clientes não aprovaram a nova medida do governo e que a mudança foi pensada para  “baratear” o serviço, mas isso não ocorreu, pelo contrário, gerou aumento. Segundo, Alexandre, além de encarecer, passando de R$ 150 para R$ 200 a R$ 300 (Denatran ainda vai estabelecer o preço do par), as empresas autorizadas terão redução de margem de lucro em 30%.

Alexandre explica, ainda, que o proprietário do veículo poderá escolher o número da placa, mas somente dentro da sequência de letras e números disponibilizados pelo Detran ao credenciado. O estampador compra as placas em lotes de 50 unidades e é dentro dessa sequência que o cliente poderá fazer a escolha. “O Denatran libera o QRcode e fazemos a pré-compra por lotes”, explica, destacando que o serviço será o mesmo e não haverá mais o lacre. Santa Catarina vai, em tese, começar pela letra R, pois a última letra usada foi o Q na placas cinzas.            

Controle de circulação

Você já deve ter visto um carro argentino ou uruguaio circulando pela sua cidade e percebido: os dois países já têm o equipamento padronizado. Na verdade, essa vontade dos governos de padronizar as placas nos países vizinhos existe há quase um quarto de século, e só agora chega à prática. A ideia é que o controle da circulação de automóveis nas fronteiras seja mais seguro, e o processo, facilitado.

Como serão as letras e números?

No Brasil, desde a última alteração no padrão das placas, usamos três letras e quatro números para a identificação do veículo. Com a adequação, passaremos a usar letras e números embaralhados, como ocorre na Europa, passando a ter quatro letras e três números.

As cores ainda serão diferentes?

Não haverá mais mudança de cor do fundo da placa de acordo com a categoria do carro. O que vai mudar é a cor das letras:

  • Preta: para carros de passeio
  • Vermelha: para os comerciais
  • Azul: para veículos oficiais
  • Verde: para carros em teste
  • Dourada: para diplomáticos
  • Prateada: para colecionadores

Quais as garantias de segurança no equipamento?

Para evitar as falsificações, as placas terão marca d’água com o nome do país de origem do carro e “Mercosul”. Além disso, uma tira holográfica do lado esquerdo ainda vai dificultar a vida dos falsificadores.

Por que a placa terá um QR Code?

O QR Code informará a empresa que fabricou a placa, o ano em que ela foi feita e o seu número de série. 

Ainda não se sabe qual será o preço da nova placa Mercosul, mas, certamente, ela vai ajudar a otimizar o trabalho dos órgãos de trânsito, além de diminuir alguns processos burocráticos de aduana no caso de carros comerciais em viagens aos países vizinhos. 

A adoção

A adoção do sistema de placas para o bloco foi anunciada em 2014.  Em razão de disputas judiciais a implantação foi adiada para 2017 e, depois, adiada mais uma vez para que os órgãos estaduais de trânsito pudessem se adaptar ao novo modelo. 

Atualmente, 10 estados já adotam o emplacamento: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia. Paraguai e Venezuela também devem mudar suas placas.

O tamanho da nova placa Mercosul não será alterado, mantendo os atuais 40 centímetros de comprimento por 13 centímetros de largura.

No total, cerca de 100 milhões de carros terão as placas ao fim do processo de padronização, nos cinco países do bloco econômico.

 

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