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Paraná vai deixar de vacinar contra a febre aftosa em 2019

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Última vacinação do gado paranaense será feita no primeiro semestre de 2019 - Foto: Ascom Adepará/ Divulgação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou o estado do Paraná a fazer a retirada da vacinação contra a febre aftosa em novembro do ano que vem. A medida faz parte do planejamento do Ministério para que, até 2023, os 26 estados do Brasil e o Distrito Federal eliminem a vacinação, gradativamente.

O último caso da doença registrado no Brasil aconteceu em 2006, mas, atualmente, apenas Santa Catarina tem o status de livre de febre aftosa sem vacinação. Os demais estados mantêm o status de livre de febre aftosa, mas com vacinação.

“Esta é uma notícia positiva, porque mostra que o Paraná também atingiu o alto padrão de defesa sanitária, pois só estados com este alto padrão conseguem eliminar a vacinação”, comenta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Airton Spies.

Devido ao alto padrão sanitário catarinense, a vacinação do gado no estado foi eliminada no ano de 2000. Por causa disso, Spies explica que Santa Catarina vai redobrar a atenção à divisa com o Paraná.

“Nosso rebanho continuará sendo identificado individualmente e vamos aumentar a vigilância, pois o período de transição é de risco. A OIE [Organização Mundial de Saúde Animal] só vai entregar ao Paraná a certificação de livre de febre aftosa sem vacinação depois de dois anos sem o registro da doença e sem vacinação”, explica o secretário.

Segundo ele, os impactos econômicos desta decisão não serão grandes para Santa Catarina, pois muitas das empresas que atuam aqui também atuam no Paraná. “Isso fortalece o nosso mercado”, completa.

Exportações aumentaram 11% este ano

A exportação de carne bovina brasileira cresceu 11,1% entre janeiro e julho deste ano, chegando a US$ 3,5 bilhões. Segundo os números do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foram vendidas 844 mil toneladas de proteína bovina, 8,3% a mais que no mesmo período do ano passado.

O país que mais comprou o produto brasileiro foi Hong Kong, com transações de US$ 879 milhões, 29,1% a mais em comparação ao acumulado dos meses de 2017, que resultaram em 212 mil toneladas de carne, aumento de 18,1%. Já a China veio em segundo lugar: foram 158 mil toneladas de carne bovina, alta de 43,8%, com valor negociado 56,4% maior, chegando a US$ 729 milhões.

Também se destacou a Alemanha, que importou quase 6 mil toneladas de proteína bovina, totalizando US$ 133,8 milhões — crescimento de 338,4% na quantia paga, além de Egito, Chile, Irã e Estados Unidos.

Com 217 milhões de cabeças de gado bovino e bubalino (búfalos), o Brasil e a Índia são os maiores exportadores de carne bovina do mundo, com produção que chega a 1,85 milhão de toneladas. Assim, a sanidade do rebanho é prioridade para manter os acordos comerciais.

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