Economia e Negócios

Novamente, distribuidoras não repassam redução anunciada aos postos de combustíveis

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Pela segunda vez neste ano, a Petrobras reduziu os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias e bases mas essa redução não chegou às bombas - Foto: Bega Godóy

O preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros.  

Há menos de duas semanas, a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel vendidos para as refinarias de todo o Brasil tiveram redução de 3%. Na ocasião, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) estimou que a redução só chegaria às bombas (para o consumidor) em duas semanas.

Na quinta-feira (23), a petroleira fez novo anúncio de diminuição em 1,5% no preço da gasolina e em 4,1% o preço do litro do diesel para as distribuidoras a partir de sexta-feira (24). Porém, a redução ainda não chegou ao consumidor, mesmo que toda sexta-feira os Posto de Combustíveis sejam abastecidos pela distribuidora para atender à demanda do fim de semana.    

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro), quem recebeu combustível na sexta-feira (24) não identificou redução alguma.

Além disso, conforme o Sindipetro, o período é de entressafra do etanol e o produto teve aumento no preço, o que deve justificar a não redução nas bombas, já que a gasolina no Brasil é composta por 27% de etanol anidro.

O órgão lembra, ainda, que o comércio de combustíveis é pautado pela livre concorrência e cabe a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não os aumentos ou reduções ao consumidor, tendo como base sua estrutura de custos.

Segundo a Petrobras, um dos principais motivos que levaram a companhia à redução de preços foi a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Na quinta-feira (23), o petróleo do tipo Brent estava sendo cotado a US$ 61 o barril, registrando queda de 2,5%.

Cálculos

Os preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras têm como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos, mais os custos que os dos importadores, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos, entre os quais, a volatilidade do câmbio e dos preços.

A gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos ofertados nos postos de combustíveis. São os combustíveis tipo “A”, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel, e também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo “A” misturados a biocombustíveis.

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