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Maioria dos incêndios tem origem na ação humana

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O Corpo de Bombeiros de Lages divulgou um balanço sobre os incêndios em edificações registrados em Lages no mês passado. Durante o período, a corporação contabilizou 11 ocorrências na cidade, destas, seis, o que corresponde a mais de metade do número de registros, foram em residências.

Conforme os bombeiros, 73% dos casos tiveram origem na ação humana, destes, em 55% dos registros, a pessoa não teve a intenção de provocar o incêndio e outros 18% foram causados de forma proposital. Outras duas ocorrências não tiveram causa definida, enquanto outra foi provocada por uma descarga atmosférica.

Conforme diz o capitão Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, do Corpo de Bombeiros de Lages, o levantamento “serve de subsídio para analisar e potencializar o setor de segurança contra incêndio da corporação, tanto na Seção de Análise Técnica (SAT) como no setor operacional.

O oficial explica que, durante a análise, foi possível apontar que alguns incêndios tiveram como subcausa falha de equipamento, devendo-se muitas vezes, por instalação inadequada e não recomendável da rede elétrica nas edificações.

Outras ocorrências tiveram como subcausa direta, alguns sendo intencional, o uso de fósforo ou isqueiro, junto como materiais acelerantes (álcool, gasolina, bebida alcoólica), outros ocasionados pelo uso de vela por pessoas, de maneira não intencional.

Pelozzi frisa que o número de registros de janeiro ficou dentro da média de ocorrências registradas em Lages. Segundo ele, os sinistros foram de pequena e média proporção, devido “à grande eficiência dos bombeiros militares no rápido atendimento, utilizando as técnicas e táticas adequadas de combate e devido ao serviço diário de prevenção contra incêndio”.

Outros dados

Somente até novembro de 2018, o Corpo de Bombeiros de Lages atendeu a 34 ocorrências de incêndios em residências. Dentre as principais causas estão a falta de manutenção da rede elétrica e o descuido com mangueiras e válvulas de gás. Para evitar os acidentes, os bombeiros recomendam a manutenção da rede elétrica. Como inverno e verão são bem rigorosos na cidade, é comum o uso de aparelhos elétricos para se aquecer ou refrescar sem o devido cuidado, isso pode sobrecarregar a rede elétrica, ocasionando um princípio de incêndio.

Outro dado que chama a atenção diz respeito aos incêndios em vegetação. De janeiro a outubro do ano passado, os bombeiros registraram 108 ocorrências deste gênero nas regiões de Lages e São Joaquim. A cidade de Lages despontou como a mais afetadas, com 49 casos no ano, seguida por São Joaquim, 16 e Urubici, 12.

Para os bombeiros, o principal motivo dos incêndios é a ação humana. Os campos são queimados com objetivo de limpar terrenos. Acontece é que os responsáveis acabam perdendo o controle da ação, gerando risco para as pessoas, residências e animais. Vale lembrar que a queima de campo sem licença ambiental é considerada crime ambiental, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais (9605/98), com pena de até cinco anos de cadeia, além de multa.

 

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