Economia e Negócios

Lavouras de milho são as mais castigadas pela estiagem

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As plantações de milho já registram quebra que pode chegar a 60% - Foto: Adecir Morais

Apesar das chuvas dos últimos dias, a estiagem continua preocupando os moradores da Serra Catarinense, principalmente quem reside na área rural. As plantações de milho são as mais atingidas. Os agricultores já estão calculando as perdas e, em algumas lavouras, a quebra na safra já supera os 50% do que o produtor espera colher. Os reservatórios de água também estão baixos, o que deixa a população em alerta.

Sócio da Cooperativa Agropecuária do Planalto Serrano (Coperplan), que congrega mais de 300 associados, Arnaldo Moraes diz que há registros de danos em lavouras em vários pontos da região. “Ainda não temos uma estimativa de perdas, mas esta estiagem longa está afetando as lavouras, principalmente as de milho. Em relação às plantações de soja e feijão as chuvas dos últimos dias ajudaram bastante”, relatou.

O agricultor Antonio Zanette Neto, que planta milho, feijão e soja na região de Campo Belo do Sul, já está calculando os prejuízos. “As lavouras plantadas no cedo são as mais atingidas. A situação da soja e do feijão é menos grave, mas a quebra nas lavouras de milho já está entre 50% a 60%”, afirma o produtor, que plantou uma área de 380 hectares de milho.

O agricultor Irineu Reinoldo Deuner, que planta milho, soja, feijão e trigo em Campo Belo, também afirmou que os maiores estragos são registrados nas lavouras plantadas mais no cedo. “No meu caso, acabei atrasando um pouco o plantio, e as minhas lavouras não estão sentindo tanto os efeitos da falta de chuva. A gente estima uma quebra de cerca de 30% nas lavouras de milho”, conta.

O engenheiro agrônomo da unidade da Copercampos de Campo Belo do Sul, Tomás de Almeida Bruse, diz que essa época do ano é crucial para as lavouras de milho, que precisa de água para se desenvolver. A falta de chuva interfere na formação da espiga, influenciando diretamente no volume de produção. “A quebra na safra já de 30% a 35%”, diz.

Ele destaca que, além de prejudicar a agricultura, a falta de água também está causando problemas nos reservatórios de algumas propriedades da região, prejudicando o abastecimento de água, principalmente nos bebedouros. “Se não chover a contento nos próximos dias, a situação tende a piorar.”

Estiagem causa estragos na produção de milho – Foto: Divulgação

Chuvas irregulares vão continuar

As chuvas registradas no último final de semana devem continuar, mas de forma bastante irregular e abaixo da média nas regiões produtoras de grãos da Serra, com isso, alguns municípios desta região poderão continuar sofrendo com a escassez de água.

O meteorologista da Epagri/Ciram, Clóvis Corrêa explica que, além da Serra, a região de Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense, também vem sofrendo com a falta de chuva. Por outro lado, as precipitações na região do Litoral do Estado estão acontecendo com alta frequência. “As regiões de Lages e Campos Novos vão continuar com pouca chuva, isso deverá se estender até o mês de março”, finaliza.

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