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Israel anuncia que abrirá acesso a Gaza para bens de uso civil

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Jerusalém, 17/06/2010, (EFE)

Israel anunciou nesta quinta-feira que suavizará o bloqueio à Faixa de Gaza, permitindo a entrada de bens de uso civil, depois da pressão internacional devido ao ataque do Exército israelense ao comboio de ajuda humanitária no fim de maio.

 


Os apelos de membros internacionais nas últimas semanas e, sobretudo, as vozes procedentes da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos – principal aliado de Israel na esfera internacional – forçaram o Governo do conservador Benjamin Netanyahu a abrir mão do cerco que há quatro anos sufoca a faixa palestina.

 


O Gabinete de Segurança anunciou que "flexibilizará o sistema pelo qual os bens civis entram em Gaza e ampliará o fluxo de materiais para projetos civis que estejam sob supervisão internacional, da mesma forma que continuará com os procedimentos de segurança existentes para impedir a entrada de armas e material de guerra".

 

É uma decisão preliminar, que ainda deve ser ratificada pelo Gabinete, que também deverá determinar os próximos passos para tornar esta política efetiva, disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Andy David.

 

Por enquanto, ninguém explicou de que forma o Governo abrirá mão do cerco. Também não se sabe quais os produtos terão a entrada proibida.

 

Além disso, Israel não quis explicar com detalhes sobre a política que será seguida adotada, mas se limitou a informar que "não há uma lista fechada de produtos, mas depende de outros fatores, como quem é o importador ou quais são as medidas de segurança da importação".

 

"Agora será permitida a entrada de mais produtos e mais organismos, mas isso não significa que vamos abrir passagem para tudo", manifestou David, quem destacou que será intensificada a coordenação das agências internacionais que trabalham no local para fazer chegar os bens às pessoas necessitadas e evitar que caiam em mãos do movimento islamita Hamas.

 

Na semana passada, Israel já começou a afrouxar o cerco a Gaza e o organismo militar que administra os assuntos civis nos territórios ocupados anunciou que permitiria a entrada de refrescos, frutas em conserva, biscoitos, aperitivos e batatas fritas.

 

Um dos dirigentes do Hamas em Gaza, Ismail al-Ashkar, declarou hoje à Efe que o anúncio do Gabinete de Segurança "não tem nenhum sentido e faz parte da propaganda do Governo israelense para colocar fim a pressão que o mundo exerceu depois do ataque ao comboio".

 

Mas o que a comunidade exige, segundo o dirigente, é "o levantamento total do bloqueio", porque a população de Gaza "não precisa de mais maionese e biscoito, mas de materiais de construção para reconstruir suas casas e matérias-primas para a indústria".

 

De Ramala, Saeb Erekat, negociador-chefe palestino e assessor do presidente Mahmoud Abbas, considerou que a decisão israelense é "insuficiente" e que, apesar dela, "o bloqueio ilegal imposto sobre os palestinos continua".

 

"Ou Israel levanta totalmente o bloqueio ou continuará violando a legalidade internacional", disse Erekat em comunicado enviado à imprensa.

 

"Insustentável" foi a palavra que os EUA usaram recentemente para definir o cerco, enquanto a representante europeia de Assuntos Exteriores, Catherine Ashton, assegurava ontem que isto "prejudica o povo, impede a reconstrução, alimenta o radicalismo e dá autoridade ao Hamas".

 

O anúncio de hoje representa um triunfo para os organizadores do comboio, cujo ataque por comandos israelenses enquanto transportava ajuda à faixa causou a morte de nove ativistas turcos e gerou fortes críticas contra Israel que partiram de todo o mundo.


Foto: (EFE)

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