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Irã diz que acordo nuclear não mudará e pede Brasil em diálogo futuro

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Teerã (Irã), 28/06/2010, (EFE)

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira que o acordo de Teerã, assinado com Turquia e Brasil, seguirá como a base das negociações para a troca nuclear e não será alterado.

 

Em entrevista coletiva em Teerã transmitida pela televisão iraniana, Ahmadinejad apontou ainda que nas negociações futuras devem estar presentes também Brasil, Turquia e outros países cujos nomes anunciará no futuro.

 

"Estamos dispostos a trocar urânio com base no que foi dito neste acordo e não vamos acrescentar mais nada", disse.

 

A referência do presidente iraniano foi ao acordo alcançado com a mediação de Turquia e Brasil em 17 de maio, em Teerã. Nele, os dois países chegaram ao compromisso de que o Irã enriqueça urânio fora de suas fronteiras.

 

Os dois países desbloquearam as negociações entre o Irã e o Ocidente, representado por Estados Unidos, Rússia, França e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

Quanto o urânio enriquecido a 20% que o Irã entregaria em troca de receber o combustível nuclear, Ahmadinejad disse que a quantidade dependerá das necessidades do Irã.

 

Segundo o presidente, o enriquecimento a 20% é o que o Irã precisa para produzir radiação com fins terapêuticos.

 

"Estamos trabalhando em quatro (novos) reatores para responder às necessidades que temos", disse Ahmadinejad, que apontou que a decisão foi tomada ao ver a rejeição de outros países em fornecer as necessidades do Irã.

 

No entanto, disse que seu país segue interessado na compra de material para a medicina nuclear.

 

"Do nosso ponto de vista, o caso nuclear do Irã já está fechado e não tem nada a ver com a troca nuclear", acrescentou.

 

Na entrevista, Ahmadinejad falou também das recentes declarações do diretor da CIA (agência de inteligência americana) sobre a capacidade do Irã de fabricar duas bombas atômicas.

 

"Por que se preocupam com duas bombas se estão armazenadas no mundo 20 mil bombas atômicas?", questionou Ahmadinejad em tom sarcástico.

 

"Nós também estamos preocupados com a segurança dos povos do mundo perante a ameaça dessas bombas e a forma como se administra sua manutenção", acrescentou.

 

Ahmadinejad disse que o Irã esperava mudanças na política dos EUA com a chegada do presidente Barack Obama, mas que agora a esperança já acabou.

 

E afirmou que as sanções internacionais são na realidade oportunidades de desenvolvimento para o Irã.

 

"O efeito das resoluções sobre a economia iraniana é positivo, enquanto afetam de forma negativa as negociações", disse.


Foto: (EFE)

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