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Identificação geográfica certificada do mel de melato deve sair ainda em 2019

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Comitê que atua para a certificação do mel de melato esteve reunido em Lages - Foto: Catarinas Comunicação/Divulgação

A notoriedade do mel de melato de bracatinga é reconhecida no mercado nacional e no exterior. Apicultores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná trabalham juntos com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas  (Sebrae/SC), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc) para obter a indicação geográfica do produto até fim de 2019.

Na quarta-feira (27), o comitê gestor, que atua pela obtenção da IG, esteve reunido na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), em Lages. O encontro serviu para definir a área de abrangência de produção do verdadeiro mel de melato da bracatinga.  

O processo está na segunda fase, na qual estão sendo analisadas, pelos técnicos responsáveis, amostras de mel enviadas por mais de 200 produtores, de 50 municípios dos três estados do Sul do país. A região é uma das únicas no mundo onde esse tipo de mel é encontrado. Ele é produzido pelas abelhas a partir do líquido açucarado que a cochonilha excreta ao se alimentar da seiva da bracatinga.

O coordenador de Extensão Rural da Epagri em Lages, Aziz Abou Hatem, explica que nesta etapa do trabalho está sendo delimitada a área onde a qualidade do produto encontrado é igual. “Além da delimitação geográfica, vamos estabelecer também o limite natural de pólen a ser aceito de maneira que não interfira nas características medicinais e bioquímicas do mel.”  

Benefícios da IG

O selo da IG, além de agregar valor ao produto, estabelecerá normas que deverão ser cumpridas pela cadeia produtiva do mel de melato. Desde a extração,  passa pela produção e o envase, até a comercialização do produto.

O coordenador regional do Sebrae na Serra Catarinense, Altenir Agostini, destaca que a Indicação Geográfica valoriza o produto. “O selo demonstra e defende uma identidade regional, aumenta a competitividade no mercado e dificulta a falsificação, porque o mel passa a possuir uma identidade própria que o distingue dos demais produtos de igual natureza”.

Fonte: Catarinas Comunicação

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