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Histórias de mulheres brasileiras

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Maycon  (1977)

Principal atleta de Lages e umas das mais importantes de Santa Catarina. Nasceu em Lages no dia 30 de abril de 1977. Começou a praticar futebol num campinho de terra perto de sua casa no bairro da Brusque. Sua posição original era lateral esquerda, mas jogou também como meio-campo. Recebeu o seu apelido na adolescência, devido a sua semelhança física com o cantor Michael Jackson. Com um dos mais extensos históricos de dedicação à seleção brasileira de futebol a ex-jogadora de futebol está agora no Internacional de Lages, na função de revelar novos talentos. Como jogadora por quase 25 anos, acumulou títulos. Pela seleção, conquistou medalhas de prata nas Olimpíadas de Atenas (2004) e Pequim (2008), duas de ouro nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo (2003) e Rio de Janeiro (2007) e o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2007, disputada na China.

Fonte: Acervo Correio Lageano

Terezinha Fornari Carneiro (1946)

Nasceu em Lages é socióloga com especialização em Liderança da Mulher e Gestora em turismo foi professora concursada do estado. Desde os 14 anos participou de atividades comunitárias, como o Juventude Estudantil Católica, Organização Democrática Estudantil Católica e União Lageana de Estudantes. Em 1970, período da Ditadura Militar, filiou-se ao MDB Lages, para lutar pela democratização do Brasil. Foi vereadora da década de 1970, considera uma conquista a implantação da Delegacia da Mulher em Lages, das primeiras no país. Em 1996 foi eleita vice-prefeita pelo PSDB e chegou a assumir a prefeitura tornando-se a primeira e única prefeita da história de Lages. Presidiu o PMDB Mulher Nacional no período constituinte quando com deputadas e movimentos nacionais de mulheres acompanhou todos os passos da nova constituição que adotou “homens e mulheres” substituindo “todos”. Marca do seu tempo na profissão e na política a construção da democracia participativa pela movimentação, organização e decisões populares desde os orçamentos públicos.

Carmen Zanotto (1962)

Nascida em Lages é graduada em Enfermagem e Obstetrícia, pela Faculdade Alto Uruguai Catarinense. Tem especializações em Administração Hospitalar na Faculdade São Camilo/SP, em Saúde Pública UNAEP/SP, em Recursos Humanos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi diretora administrativa do Hospital Tereza Ramos. Entre os anos de 1993 e 2000 foi Secretária Municipal de Saúde de Lages. Em 2001 eleita vereadora em Lages. Foi secretária Adjunta de Estado da Saúde, ocupando por várias vezes o cargo de Secretária de Estado da Saúde, sendo a primeira mulher ocupando a pasta no Estado. Desde 2011 é Deputada Federal.

Iza (1990)

Isabela Lima é carioca e canta desde criança e aos 14 anos, quando começou a fazer shows para a igreja que frequentava. É uma das principais vozes atuais da música brasileira, com letras que tratam de empoderamento feminino e negro e clipes fabulosos. Ficou conhecida ao postar vídeos cantando em um canal no YouTube, depois que largou o emprego de editora de vídeo. É Formada em Publicidade e Propaganda pela PUC-Rio. No começo tinha medo dos palcos, também sofreu racismo.  Iza conquistou os prêmios da categoria Melhor Álbum (Dona de Mim) e Música (Pesadão) do Women’s Music Event Awards 2018. Venceu na categoria “Melhor Música” com “Pesadão”, parceria com Marcelo Falcão, no Prêmio Multishow”. Foi indicada ao Grammy Latino 2018, na categoria de “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”, pelo seu disco de estreia, “Dona de Mim”.

Fonte: Geledés

Cecília Meireles (1901-1964)

Poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira, foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreou na literatura com o livro “Espectros”. Embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore. Nascida no Rio de Janeiro e formou-se professora na Escola Normal, estudou também música e línguas. Em 1922, por ocasião da Semana de Arte Moderna ela participou do grupo da revista Festa, ao lado de Tasso da Silveira, Andrade Muricy e outros, que defendia o universalismo e a preservação de certos valores tradicionais da poesia. Na década de 1940 Publicou em Lisboa o ensaio “Batuque, Samba e Macumba”, com ilustrações de sua autoria e tornou-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore. Cecília Meireles foi homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua efígie na cédula de cem cruzados novos.

Fonte: ebiografia

Marta (1986)

“Pelé de saias.” “Rainha do futebol.” “Melhor que Messi.”  Abriu caminho e inspira meninas para a carreira no futebol. Critica as diferenças de oportunidade e reconhecimento de homens e mulheres. Por seis vezes foi a melhor jogadora do mundo pela Fifa, recorde entre homens e mulheres (2006, a 2010 e 2018). Foi Bola de Ouro em 2004 e em 2007 foi Bola de Ouro e Chuteira de Ouro. Marta Vieira da Silva nasceu em Dois Riachos, no interior de Alagoas. De família humilde, seu pai abandonou a casa, mulher e quatro filhos, quando tinha um ano de idade. Começou a jogar futebol no juvenil do Centro Sportivo Alagoano (CSA), em 1999. No ano seguinte foi contratada pelo Vasco da Gama. Em 2003 vestiu a camisa da Seleção Brasileira nos Jogos Pan-americanos em Santo Domingo, onde a Seleção ganhou a medalha de ouro. No ano de 2004 foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos em Atenas. Em 2004 assinou com o Umea IK da Suécia. Nas duas primeiras temporadas foi a artilheira e o time foi campeão em 2006, 2007 e 2008. Nos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio de Janeiro, conquistou a medalha de ouro, e foi artilheira com 12 gols. Em 2008 a equipe foi vice-campeã nas Olimpíadas de Pequim. Jogou no Los Angeles Sol dos Estados Unidos, foi artilheira e levou o clube ao vice-campeonato. Em 2011 foi para o FC Gold Pride, sendo artilheira e campeã da Liga de Futebol Feminino dos Estado Unidos, em 2011 no Western New York Flash (EUA) e levou o título de campeã da Liga de Futebol Feminino da temporada de 2011. Atualmente joga no Orlando Pride (EUA).

Fonte: ebiografia

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

Compositora, pianista e maestrina brasileira, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Autora da primeira marchinha de carnaval. Com 11 anos estreou como compositora com uma cantiga de Natal, intitulada “Canção dos Pastores”. O primeiro marido não gostava que ela se envolvesse com música, e só depois que separou-se dele, conseguiu se dedicar ao seu talento. Foi a necessidade de adaptar o som de seu piano ao gosto popular que lhe valeu a glória de se tornar a primeira compositora popular do país. O sucesso de Chiquinha Gonzaga veio em 1877, com a composição “Atraente”, um animado choro. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, Chiquinha resolveu se lançar no teatro de variedades, mesmo enfrentado no preconceito, mas finalmente inicia sua carreira de maestrina com a revista “A Corte na Roça”, de 1885. Sua carreira ganhou prestígio com a marcha-rancho “Ô Abre Alas”, composta em 1899, a pedido dos componentes do cordão carnavalesco Rosa de Ouro. A peça de teatro “Forrobodó”, musicada por Chiquinha Gonzaga, que estreou em 1912, bateu um recorde de permanência em cartaz atingindo 1500 apresentações. As músicas foram cantadas por toda cidade. “Forrobodó” tornou-se o maior sucesso teatral de Chiquinha e um dos maiores do Teatro de Revista do Brasil.

Fonte: ebiografia

Maria Felipa de Oliveira (século 19)

Maria Felipa viveu na Ponta das Baleias, no Convento. É descrita como uma mulher negra alta e forte, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas. Liderando um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias, fortificou as praias com a construção de trincheiras, organizou o envio de mantimentos para o Recôncavo e as chamadas “vedetas” que eram vigias nas praias, feitas dia e noite, a fim de prevenir o desembarque de tropas inimigas além de participar ativamente de vários conflitos. Durante as batalhas, seu grupo ajudou a incendiar inúmeras embarcações. Em 1823, liderou aproximadamente 40 mulheres na defesa das praias de Itaparica. Armadas com peixeiras e galhos de cansanção surravam os portugueses para depois atear fogo aos barcos usando tochas feitas de palha de coco e chumbo. Citada claramente por alguns autores como Xavier Marques no romance histórico O Sargento Pedro e pelo historiador Ubaldo Osório em A Ilha de Itaparica. A história de Maria Felipa pode bem ter sido inspiração para a Maria da Fé de Viva o Povo Brasileiro, obra de João Ubaldo Ribeiro.

Fonte: Os Heróis do Brasil

Clara Camarão (século 17)

A primeira mulher e indígena a ser considerada uma heroína no Brasil. Clara Camarão nasceu no início do século 17, as poucas informações existentes indicam que ela era da nação Potiguar (grande nação tupi). O seu nome indígena foi apagado. Na aldeia de Igapó, foi catequizada por jesuítas. Clara batalhou contra as invasões holandesas, como havia proibições expressas dela lutar junto ao marido, montou um “pelotão feminino”. Liderava esse grupo de guerreiras que ficou conhecido como “Heroínas de Tejecupapo”. A história que mais chama atenção ocorreu na aldeia de Telecupapo. Os holandeses estavam sem comida e estavam sendo obrigados por isso a saírem de Olinda, que se encontrava sitiada, a aldeia mais próxima de lá era a de Telecupapo. Os homens da aldeia a fim de protegerem a tribo se posicionaram como uma barreira na estrada. Todos foram mortos. Mas ao chegar à aldeia, os holandeses foram recebidos pelo grupo de mulheres que era liderado por Clara e foram exterminados.

Fonte: Mulheres incríveis

Maria da Penha (1945)

É farmacêutica bioquímica e se formou na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará em 1966, concluindo o seu mestrado em Parasitologia em Análises Clínicas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em 1977. Autora do livro Sobrevivi… posso contar (1994) e fundadora do Instituto Maria da Penha (2009). Ano de 1983, Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por parte do seu marido, deu um tiro em suas costas enquanto ela dormia. Como resultado dessa agressão ficou paraplégica ainda outras complicações físicas e traumas psicológicos. Pela sua experiência de vida, dá palestras e luta contra a impunidade da violência doméstica que é social, cultural, política e ideológica, afetando milhares de mulheres, adolescentes e meninas em todo o mundo.

Carolina de Jesus (1914-1977)

Em 1960, quando lançou seu livro “Quarto de despejo”, Carolina de Jesus se tornou uma celebridade. O livro, que registrava o cotidiano precário em uma favela de São Paulo, onde ela criava três filhos, foi traduzido e publicado em mais de 40 países. Negra, mãe solteira e desempregada, sobrevivia enfrentando a fome com o pouco dinheiro que conseguia catando materiais recicláveis para vender. Nessa vida sofrida seu único consolo eram as palavras que escrevia relatando sua agonia e as injustiças.  Dos cadernos catados no lixo nasceria o diário que projetaria como uma das mais importantes escritora negras da literatura brasileira, injustiçada até o fim, mas que passaria a ser conhecida em todo o mundo através de seu testemunho e exemplo.

Anita Garibaldi (1821-1849)

A natalidade dessa heroína dos dois mundos não é consenso. Apesar da biografia dize que nasceu em Laguna, há pesquisadores que defendem que é lageana. De família humilde casou-se bastante jovem, aos 15 anos, em 1837. Com o desenvolvimento da Revolução Farroupilha, conheceu o italiano Giuseppe Garibaldi, um dos principais líderes do movimento. Aprendeu a manusear espadas e armas de fogo. Durante a Batalha de Curitibanos, foi capturada pelas tropas que representavam o Império Brasileiro. Grávida, foi presa, mas conseguiu fugir.  Em 1841, o casal seguiu para a cidade de Montevidéu, para apoiar outra revolta contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera. Após a participação nos conflitos, foi enviada para a Itália, em 1847, para realizar os preparativos que receberam o marido e uma tropa de mil homens que participaram das guerras de unificação da Itália. Na Europa enfrentou uma grave crise de febre tifoide. Não resistindo, Anita faleceu nas proximidades de Ravenna.

Fonte: Brasil Escola

Maria Quitéria (1792-1853)

Foi a primeira mulher a fazer parte do Exército Brasileiro. Considerada a heroína da Independência a baiana fingiu ser homem para poder entrar nas Forças Armadas. Juntou-se às tropas que lutavam contra os portugueses em 1822. Ela utilizou o nome de seu cunhado, ficando conhecida como soldado Medeiros, já que somente homens faziam parte do Exército. Semanas depois de entrar para o Exército, Maria Quitéria teve sua identidade revelada. No entanto, o major Silva e Castro não permitiu que ela saísse das tropas, já que era importante para a luta contra os portugueses por sua facilidade com o manejo de armas e sua disciplina em batalha.

Fonte: Brasil escola

Thais Araújo (1978)

Atriz e apresentadora brasileira. Em 1995 estreou como atriz logo como a protagonista de Tocaia Grande, na Rede Manchete, emendando na sequência o papel central também de Xica da Silva, que se tornou sucesso internacional. Tem inúmeras novelas e várias protagonistas, além de sucessos em séries e programas de TV. Em 2017 foi eleita uma das 100 personalidades afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos pelo MIPAD, e por esta razão participou de um debate na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, em matéria do jornal inglês The Guardian sobre o seriado Mister Brau, o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos foi citado como destaque na televisão brasileira. Também foi eleita uma das mulheres mais guerreiras e estilosas pela revista americana Vogue América. Em 2017, foi nomeada Defensora dos Direitos das Mulheres Negras pela ONU Mulheres Brasil, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres.

Antonieta de Barros – (1901 – 1952)

Antonieta de Barros, professora, jornalista e escritora, nasceu em Florianópolis. De família muito pobre, ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense, concluindo o curso em 1921. Fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, voltado para alfabetização da população carente. Foi a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada mulher catarinense. Foi constituinte em 1935, cabendo-lhe relatar os capítulos Educação e Cultura e Funcionalismo da Constituição. Fundou e dirigiu o jornal A Semana e, por meio de crônicas, divulgou suas idéias, principalmente as questões da educação, dos desmandos políticos, da condição feminina e do preconceito racial. Com o pseudônimo de Maria da Ilha, escreveu o livro Farrapos de Idéias, em 1937.

Fonte: A cor da cultura

Dorothy  Stang (1931 – 2005)

Norte-americana naturalizada brasileira, religiosa ligada à pastoral da Terra, recebeu ameaças de morte e foi assassinada, com sete tiros, aos 73 anos, no interior do Pará. Desde a década de 1970, esteve na Amazônia junto aos trabalhadores rurais da região do Xingu. Buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da Transamazônica. Trabalhava para minimizar os conflitos fundiários na região. Defendia uma Reforma Agrária justa e, por isso, mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na região Amazônica.

Fonte: Canção Nova

Zilda Arns – (1934 – 2010)

Médica pediatra e sanitarista, nascida em Forquilhinha (SC). Fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, criou também a Pastoral da Pessoa Idosa, ambos organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Percorreu o mundo difundindo as vantagens de uma mistura nutritiva (multimistura) e de pouco custo, capaz de recuperar a desnutrição nas crianças. Foi representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Reconhecida mundialmente pelo trabalho humanitário voltado à redução da mortalidade infantil. Morreu vítima de um terremoto no Haiti.

Fonte: Pastoral da Criança

Elza Soares (1937)

Antes de ser cantora, trabalhou como empregada doméstica e faxineira. Nascida na favela Vila Vintém, no Bairro de Padre Miguel, com 12 anos foi entregue pelo pai para um amigo da família, e sofreu violência doméstica e sexual. Naquela época, teve o primeiro filho. Perdeu quatro filhos, dois de fome nos anos 50 e um de acidente de carro na década de 1980. Casou com o ídolo do futebol Garrincha e enfrentou a inquisição de parte da opinião pública que não admitia a jovem cantora negra em início de carreira com o craque da Seleção. Durante a Ditadura Militar, exilou-se com o companheiro na Itália. Sua primeira apresentação foi no show de calouros apresentado por Ary Barroso, aos 13 anos, interpretando a canção Lama. Aos 88 anos, é umas das principais cantoras e compositoras da música brasileira.

Fonte: Geledés

Joênia Batista de Carvalho (1974)

Joenia Wapichana, como prefere, uma referência ao seu povo indígena, é natural de uma comunidade localizada a 65 quilômetros de Boa Vista, chamada Truaru da Cabeceira. É a primeira mulher indígena deputada federal e formada em Direito. Desde 1982, um indígena não se elegia para o Congresso Nacional. Formou-se na Universidade Federal de Roraima em 1997 e é mestre pela University of Arizona, USA, desde 2011. Teve atuação destacada na luta pela demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, fazendo a defesa, oralmente, perante o Supremo Tribunal Federal e mais uma vez entrou para a história. Participou das discussões sobre a Declaração dos Direitos Humanos da ONU em 2007. Percorreu o Brasil discutindo os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Voto legal

Mariele Franco (1979 – 2018)

Vereadora no Rio de Janeiro foi assassinada em 14 de março de 2018. Treze tiros atingiram o veículo no qual ela estava, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes. Formada em Sociologia pela PUC-Rio, fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação teve como tema: “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brazil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré. Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré.

Fonte: site Marielle Franco

Bertha Lutz – (1894-1976)

Organizou o 1º Congresso Feminista do Brasil, em 1922. Em 1933, bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e publicou A nacionalidade da mulher casada, na qual defendia os direitos jurídicos da mulher. Suplente de deputada, assumiu em 1936, devido à morte do titular. Lutou pela mudança de legislação trabalhista referente à mulher e ao menor, propôs igualdade salarial, licença de três meses à gestante, redução da jornada de trabalho – então de 13 horas. Participou da Conferência de São Francisco, que criou a ONU, em 1945. Única mulher da delegação brasileira, foi uma das principais responsáveis pela inserção, na carta de criação da Organização das Nações Unidas, da igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Fonte: Arquivo Nacional

 

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