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Eleições

Grupo de WhatApp pode servir para debates sobre política

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Foto: Marcela Ramos

Você já parou para pensar qual será seu voto nestas eleições? Seja na rua ou nas redes sociais esse questionamento se transforma em debates e discussões entre colegas, amigos e familiares, o que pode até gerar inimizades ou conflitos entre parentes. Mas será que ofender alguém por manifestação de pensamento ou visão política diferenciada vale à pena?

Para o jornalista e estudante de Direito Lucas Pagani, as divergências de opinião não prejudicam o convívio do dia a dia ou os relacionamentos. “Participo de diversos grupos e, em todos eles, o assunto da política acaba surgindo em algum momento. Pessoalmente, não me engajo em discussões no sentido de bate-boca, algo que, embora seja muito frequente nas redes sociais, não leva a lugar algum. Ocorre que, detrás do teclado, muitas pessoas “esbanjam” conhecimento de causa, ofendem umas às outras, mas na realidade estão apenas reproduzindo pensamentos alheios. Percebo muita gente desinformada e outros tantos que criam a famosa “treta” em suas publicações apenas pelo gosto da polêmica.

Eu gosto de acompanhar todas as notícias, assisto aos debates, costumo até fazer uma espécie de apanhado geral no meu perfil, comentando minhas impressões sobre os candidatos, por exemplo. Pessoalmente também comento bastante o assunto, mas não deixo divergências de opinião prejudicarem o convívio do dia a dia ou os relacionamentos

É claro que, num cenário de tão difícil escolha, em que muitas vezes se vota no “menos ruim”, a gente acaba tendo mais críticas aos concorrentes do que realmente motivos para apoiar A ou B.”

A psicóloga Karine Göss, percebe a geração de ansiedade neste período de eleições. “Penso que não basta estudar o candidato, decidir corretamente em quem votar e esperar resultado baseado na nossa escolha enquanto eleitor. Isso é fundamental, mas não o suficiente. Na realidade, acredito que seja muito pouco quando nos deparamos com todas as dificuldades que o Brasil enfrenta como a desigualdade social e a injustiça econômica.

Percebo muita ansiedade neste período de eleições, em contrapartida, reduzir a questão política a uma eleição não resolverá nossos problemas no país porque os jogos políticos permanecem e a reforma política não aconteceu de fato.

Acredito que seja possível, por meio da tecnologia e da mídia social, por exemplo, conquistar a diminuição da opressão, contribuir ativamente na gestão da nossa cidade e preservar projetos que funcionam, sem que eles sejam aniquilados cada vez que uma nova eleição ocorre. Em resumo, nosso papel como cidadão deve ser ativo e o diálogo com a gestão pública deve ser constante para chegarmos ao ponto mais difícil: fazer todas as forças convergirem em prol de um consenso mínimo entre todos”.

De acordo com o chefe da 21ª Zona Eleitoral, em Lages, Gilmar Duarte, não há uma orientação quanto ao uso do Whatsapp em época de eleições, afinal, ele é um aplicativo de uso particular. A sugestão é que as pessoas não ultrapassem o limite de manifestação de pensamento e visões políticas diferentes, pois, quando passa a denegrir a imagem de um candidato, ofender alguém ou até propagar notícias falsas, cabe denúncia.

 

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