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Festivais de música tradicionalista fazem história na Festa do Pinhão

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Lages, 29/05/2010, Correio Lageano

 

O nativismo, acrescentado à Festa do Pinhão em 1993, marcou uma nova etapa desse evento, consolidou-se e chega a seus 18 anos revigorado no evento. A Sapecada da Canção Nativa (nacional) e a Festa do Pinhão têm ligação forte, que já não se pode dissociar uma da outra.


A Sapecada da Canção nativa assinala, ainda, a entrada oficial e definitiva do nativismo no Estado. O primeiro desses festivais foi também o primeiro do gênero em Santa Catarina, identificou-se com os catarinenses, criou raízes e deu sinais de que realmente chegou em terras catarinenses para ficar.


Tudo isso começou na 5ª Festa Nacional do Pinhão, em 1993, com nativistas consagrados, como Neto Fagundes, Jaime Caetano Braun e Talo Pereira, intérprete, letrista e compostor da música “Quero-Quero, Gralha Azul”, vencedora da 1ª Sapecada da Canção Nativa. Aos palcos da Sapecada da Canção Nativa subiram João de Almeida Neto, Daniel Torres, Elton Saldanha, Léo Almeida, Luiz Carlos Borges, Luiz Marenco, entre tantos outros, todos com grande contribuição à música nativista, à cultura e à própria Sapecada.


A oportunidade concreta para letristas e músicos nativistas de Lages e de outros municípios da Serra Catarinense chegou na 13ª Festa Nacional do Pinhão, em 2001, com a realização da 1ª Sapecada da Serra Catarinense  – novo formato da Sapecada Regional -, que teve no primeiro lugar “João Inácio”, com letra e música de Luís Antônio Ramos e interpretação de Cássia Abreu.


Já, na 1ª Sapecada da Serra Catarinense os compositores serranos pareciam estar confirmando que apenas esperavam a ocasião para mostrar seu talento. Éder Goulart, cantando “À Toa”, de Rodolfo Taruhn, foi segundo lugar. Jones Andrei Vieira fez letra e música de “Luzeiros da Serra”, que, cantada por Eniovaldo Júnior e Maurício Rodrigueri, foi terceira colocada.


Outro lageano que entrou na Sapecada para não mais sair e para obter sucesso é o letrista Ramiro Amorim, que desde a 2ª Sapecada da Serra Catarinense enfileira conquistas, entre elas “A ternura de quem vive nos galpões” (2002), “Guasquieiro” (2003), “A primeira batalha” e “Tecendo a vida” (2004).


A Sapecada da Serra Catarinense tem a particularidade de ter letras regionalizadas, que falam de coisas e costumes regionais desta região do Estado. Campos, pássaros, flores, sonhos, fantasias, histórias, costumes e jeito serrano de viver viram versos nas letras de poetas por natureza; transformam-se em canções ritmadas na harmonia criada por compositores revelados nos festivais nativistas “sapecados” na Festa Nacional do Pinhão.

fotos: Deise Ribeiro

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