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Faesc promoveu reunião com lideranças em Lages

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Reunião aconteceu na sede do Sindicato Rural de Lages, na sexta-feira (17) - Foto: Núbia Garcia

Debater as demandas da agropecuária catarinense, com foco nas características das propriedades rurais da região foi o objetivo da reunião com lideranças do Sindicato Rural do Planalto Serrano, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), na sexta-feira (17).

Ao todo, cerca de 90 Sindicatos Rurais atuam em Santa Catarina, abrangendo todos os municípios do Estado. A Faesc promove ao menos duas reuniões anuais com as regionais, cujo objetivo é buscar contribuição para o crescimento do setor e ampliação de ações em benefício do produtor rural. Em Lages, o encontro aconteceu na sede do Sindicato Rural, no Parque de Exposições Conta Dinheiro.

De acordo com o presidente do sistema Faesc/Senar/SC (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), José Zeferino Pedrozo, as reuniões são promovidas periodicamente com o intuito de discutir a atual conjuntura do agronegócio de cada região, os desafios e as oportunidades dos setores.

“Além das reuniões regionais, que acontecem duas vezes por ano, nós convidamos as lideranças regionais para vir a Florianópolis. Quando vamos ao encontro deles é para conhecer a base e saber como está o setor, para ter respaldo na defesa do produtor rural em Florianópolis e também em Brasília”.

Um dos temas abordados no encontro foi o relacionamento das entidades ligadas ao agronegócio com os governos Federal e Estadual. Segundo Pedrozo, o entrosamento das Federações e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, da qual Pedrozo é diretor financeiro) com o Ministério da Agricultura tem sido grande.

“Com a atual ministra [Tereza Cristina] nossa relação é mais estreita porque ela já foi colaboradora da Federação no Mato Grosso do Sul. Estamos em contínuo contato”, comenta, destacando que o presidente Jair Bolsonaro também tem se mostrado aberto às demandas do setor e já participou de um jantar da CNA.

No governo estadual, apesar de ainda não ter conseguido um encontro com o governador Carlos Moisés da Silva, o presidente da Faesc garante que a proximidade também é grande, especialmente com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, comandada por Ricardo de Gouvêa. “Há um relacionamento muito próximo com o secretário, que tem sido nosso porta-voz no governo do estado”.

O vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, falou sobre a necessidade de aproveitar estes encontros para debater informações atualizadas sobre o mercado do agronegócio. “Precisamos fazer uma análise sobre como estão andando questões como o mercado chinês, a peste suína africana, a queda no preço da soja internacional e o aumento da importação de soja brasileira, dentre outros tópicos”, afirma.

Ele explica que a peste suína dizimou o mercado da carne de porco chinesa, o que favoreceu a exportação de produtos do Brasil. “O país vive um bom momento na exportação de suíno e de frango, e há previsão de aumento para a exportação de carne. Por outro lado, com o plantel suíno reduzido, a China diminuiu em 15% a importação de soja do Brasil”, completa.

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