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Exportar é possível, até para as pequenas empresas

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Foto: Jordana Boscato

Depois de alguns projetos e iniciativas isoladas, o Sebrae de Santa Catarina decidiu criar uma consultoria voltada para a internacionalização. O trabalho de campo já iniciou, com a análise das realidades e necessidades regionais. As informações coletadas servirão de base para a execução do plano entre 2020 e 2023. Trata-se de uma ação que trará benefícios até para quem não tem o interesse em atuar no mercado externo, já que uma das metas é orientar para que o empresário entregue o melhor produto ao menor custo, ganhando competitividade. 

A tarefa de percorrer o estado está sendo executada por Filipe Gallotti Peixoto, assessor de internacionalização do Sebrae. Como responsável pelo processo, ele quer apontar as necessidades e metas dos empresários, desta forma, apontando uma solução. “Santa Catarina tem uma vantagem. Nosso coordenador (do Sebrae) Carlos Henrique vem da Fiesc e tem a cultura de internacionalização como bandeira, o que facilita todo o processo.”

Filipe avalia que o mercado internacional é um negócio como qualquer outro. A empresa precisa definir seu objetivo e traçar as ações necessárias para atingi-lo. Para facilitar o entendimento o Sebrae desenvolveu três iniciativas. Uma voltada para empresas de tecnologia (startups), uma para pequenas indústrias e outra para pequenos negócios em geral. 

Ele diz que o objetivo não é realizar vendas para ninguém, mas qualificar para que as empresas tenham essa condição, processo que não é imediato e pode levar alguns anos. Um dos parceiros para realizar o trabalho será a Fiesc, que já atua com médias e grandes empresas. “A grande empresa precisa que a pequena tenha essa visão de internacionalização, porque geralmente o pequeno empreendedor é fornecedor da grande empresa e com essa visão ele produzirá melhor,” diz Filipe.  

Benefício até para quem não exporta

A adesão ao programa partirá do empresário. O Sebrae e seus parceiros farão o trabalho de orientação e motivação. Para Filipe, atualmente é possível comprar de qualquer lugar do planeta. A proposta, da mesma forma, é que se possa vender para qualquer lugar do planeta. 

“Para que funcione, o empresário precisa ter muito claro seus objetivos, orientar muito bem seus funcionários. Todos precisam saber que devem fazer o melhor produto com o menor custo. Produto bom vende em qualquer lugar. Desta forma, não se pode esquecer do mercado interno.”

O assessor de internacionalização afirma que atualmente muitas empresas catarinenses já produzem com insumos importado, o que lhes garante competitividade. Desta forma, conhecer como funciona o mercado internacional é positivo até para quem não deseja exportar. É uma necessidade para se manter no mercado. 

Acordo com a Europa

O acordo de livre comércio assinado pelo Mercosul com a União Europeia, após 20 anos, marca o fim do isolamento do bloco. O tratado é o mais ambicioso já feito pelo grupo de países sul-americanos. Até então, só existiam acordos de livre comércio com Israel, Palestina e Egito – economias pequenas e de pouca representatividade no comércio internacional.

Para o Sebrae, com ou sem acordo, o pequeno empresário pode se beneficiar deste mercado, desde que esteja preparado. A permanência da empresa no mercado pode depender desta nossa postura. A consultoria prevê até orientação para as áreas contábil e financeira. As moedas internacionais oscilam, o empresário e quem trabalha para ele, no caso seu contador, precisa saber lidar com isso. 

“Temos que mudar uma cultura, orientar e convencer. Não vai faltar empenho, não vai faltar trabalho para atingir essa meta,” conclui Filipe Gallotti Peixoto. 

 

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