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Esterco vira energia elétrica e gás de cozinha

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Foto: Dionata Costa/São Joaquim Online/Divulgação

Vilmar Garcia abandonou a produção de maçãs para algo bem diferente. Depois de cinco anos de pesquisa, criou gás de cozinha e energia elétrica a partir de esterco e restos de alimentos. A ideia do biogás começou a ser colocada em prática no ano passado, em São Joaquim, onde ele mora. Mas hoje ele já implantou biodigestores em Bom Jardim da Serra, Orleans, Urubici e também no Rio Grande do Sul. 

Ele decidiu usar esterco porque percebeu que tem abundância do produto e, mesmo assim, não é utilizado. Como o preço da energia elétrica e do gás de cozinha só aumenta, há interesse de muitas pessoas em encontrar uma alternativa para ambos. “Um biodigestor de 3 mil litros equivale de 80 a 90 botijões de biogás ao mês, isso dá para manter até três casas, todo mês”, explica.

O funcionamento do biodigestor é interessante. O esterco e ou restos de alimentos vão em um recipiente que fica bem vedado. Por meio do processo natural de decomposição e fermentação, o gás metano é transportado por um cano para um espaço bem maior, que também fica fechado. Em cima desse recipiente maior, fica um pneu com terra, que pode ter mudas de plantas e/ou temperos. 

Uma mangueira sai desse latão para um outro receptor, dessa vez, bem menor e onde há água para fazer a filtragem do gás. Dali, um cano o transporta para os locais onde serão usados na residência. “Todos estes locais são bem soldados para não haver entrada de ar ou saída do gás”, frisa.

O biodigestor de 3 mil litros deve ser abastecido a cada 15 ou 20 dias e consome 20 quilos de matéria orgânica. Depois de abastecido pela primeira vez, demora 65 dias para liberar gás, depois, na segunda vez que receber esterco, demora um dia para produzir gás.

Além de economizar, o biogás também ajuda a preservar o meio ambiente. Garcia garante que a transformação de biogás para energia elétrica é um processo simples e conta que vai implantar o sistema, em uma propriedade no Rio Grande do Sul. A intenção dele agora é continuar trabalhando somente com biogás, já que a ideia está patenteada e ele conquista cada vez mais clientes. “O investimento não é alto, se for levar em conta que o retorno é para sempre. A pessoa não precisa mais pagar por energia elétrica e nem gás de cozinha”.

 

Foto: Biogas- Dionata Costa-São Joaquim Online -Folha da Cidade SJ1

Legenda: Vilmar Garcia

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