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Ensino a distância: Melhor opção para quem não dispõe de muito tempo

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Foto: Patricia Vieira

Além de permitir melhor aproveitamento de tempo, os cursos a distância (EaD) são as melhores opções a quem busca comodidade, flexibilidade e mensalidades mais acessíveis. Essa tem sido uma das vantagens do ensino a distância, o EaD, uma modalidade de educação que ganha cada vez mais adeptos. Para se ter ideia, no Brasil, em 2018, as matrículas para os cursos online tiveram aumento de 7,2%, enquanto que a educação presencial registrou queda de 1,2%.  O ensino a distância se tornou uma opção viável para quem busca formação superior, mas não dispõe de tempo para frequentar as aulas diariamente em uma universidade. 

O tutor de EaD da Uniasselvi em Lages, Clayton Costa, reforça que nessa modalidade, o aluno pode conciliar os horários de estudos com o trabalho, além disso, pode estudar de qualquer lugar, seja em casa, no ônibus, do computador ou do próprio celular. Essa flexibilidade reflete na qualidade do ensino a distância como mostram os dados do indicador ao Conceito Preliminar de Curso (CPC), referentes a 2018, divulgados pelo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que mede a qualidade do ensino superior. Segundo o órgão, o percentual de cursos de ensino a distância teve nota máxima superando os cursos presenciais na avaliação. 2,7% dos cursos EaD alcançaram o conceito 5, enquanto que apenas 1,6% dos presenciais obtiveram o mesmo patamar.

Vantagem

Clayton explica que o diferencial da educação a distância é que a modalidade exige muito mais, instiga o acadêmico a buscar pelo conhecimento, muito além do que encontra no ambiente escolar da universidade junto aos livros. O acadêmico é instigado a buscar mais informações e compreensão de determinado assunto. “A modalidade faz o estudante ser mais autodidata, ou seja, sem a ajuda de professores, indo à procura do que precisa. Sempre falo para os meus alunos que curso a distância é mais difícil, só que é mais prazeroso, porque o aluno vai ao encontro do conhecimento.” 

O diploma do ensino EeD tem o mesmo valor que de um certificado de curso presencial. Prova disso é que todas as instituições que oferecem a modalidade têm reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). Além do alcance, tem também o fator bolso: eles custam bem menos que os presenciais. Para se ter ideia, dá para fazer uma graduação gastando em torno de R$ 200 por mês.

Para a acadêmica do curso administração da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), Thayse de Souza, que faz uma disciplina específica em EaD todo semestre, essa modalidade oferece mais flexibilidade para os estudos. “Organizo meus horários de estudo conforme meu tempo livre, e isso tem dado muito certo. Mas é preciso muita dedicação e interesse em buscar novas informações, já que a universidade disponibiliza um material apenas como base.” 

Desvantagem

Em contrapartida, Costa cita que uma desvantagens do curso online é que muitas pessoas ainda têm uma cultura de ser acomodado. “Muitas pessoas preferem o que é mais cômodo, ficam esperando receber tudo pronto. E isso não funciona para o curso online”.

Thayse acredita que pelo fato de não ter o contato direito com os professores, os estudantes a distância podem ter dificuldades para acompanhar o curso. “Às vezes, ficam muitas dúvidas”, explica ela, afirmando que o tutor oferece todo o apoio necessário, basta o aluno correr atrás.

Avaliação do CPC

O CPC classifica os cursos em uma escala de 1 a 5. A maior parte dos cursos reúne conceito 3. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que tiveram desempenho superior à maioria, recebem 4 ou 5. Ainda considerando-se as modalidades de ensino, mais cursos a distância (94,5%) obtiveram conceito superior a 3: 94,5%. Entre os cursos presenciais, 86,7% obtiveram conceitos entre 3 e 5. Na relação de cursos com pior desempenho, o CPC 2018 apurou maior participação da modalidade presencial. Enquanto 0,4% dos cursos presenciais conseguiram conceito 1, o percentual do EaD foi de 0%. Já os cursos com nota 2 representam 5,5% na modalidade EaD e 9,5% entre os presenciais.

Desempenho geral

Em 2018, apenas 1,7% dos cursos avaliados (entre presenciais e EaD) ficaram com conceito máximo. Outros 31,7% obtiveram conceito 4. A maioria dos cursos, 56,6%, obteve conceito 3; 9,5% obtiveram conceito 2 e 0,4%, conceito 1, o menor na escala de qualidade.

No total, 8.520 cursos tiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2018. O CPC é calculado a partir da nota dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade); do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) – que mede o quanto o curso de graduação agregou ao desenvolvimento do estudante -; do perfil dos professores, que leva em consideração o regime de trabalho e a titulação; e do questionário aplicado aos estudantes sobre as percepções do processo formativo.

A cada ano, um grupo diferente de cursos é avaliado. Em 2018, foram analisadas as seguintes áreas com cursos de Bacharelado: Administração, Administração Pública, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Design, Direito, Jornalismo, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Secretariado Executivo, Serviço Social, Teologia e Turismo. Também foram analisados cursos superiores na área de Comércio Exterior, Design de Interiores, Design de Moda, Design Gráfico, Gastronomia, Gestão Comercial, Gestão da Qualidade, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão Pública, Logística, Tecnologia em Marketing e Processos Gerenciais. Os conceitos de cada curso podem ser acessados no site do Inep. 

 

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