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DCE e reitoria querem acabar com os trotes sujos

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Foto: Divulgação

O trote é conhecido como o ritual de passagem do calouro para os bancos de uma universidade. É neste momento que os veteranos recebem os novos alunos do curso para o começo da carreira acadêmica.

Porém, há algumas vertentes do trote. Aqueles solidários, que contribuem para a sociedade onde todos os acadêmicos estão inseridos, ou o trote sujo, onde os estudantes são submetidos a situações vexatórias, forçados a pedir dinheiro e até mesmo molhados com água, tinta, farinhas e ovos.

Na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) há o pleno apoio ao trote solidário. Tanto é que o pró-reitor da Uniplac, Alexandre Tripoli Venção, enfatiza que existe uma regulamentação que proíbe o trote sujo dentro do campus.

Neste ano o Diretório Central dos Estudantes (DCE) apresenta um novo conceito de trote, o solidário. O secretário geral do DCE, Mateus Moratelli Pereira, explica que o objetivo da iniciativa é ressignificar a prática do trote por meio de uma ação social que vai ao encontro da formação humana e cidadã dos sujeitos envolvidos. As inscrições poderão ser realizadas no DCE, até 8 de março, mediante preenchimento de formulário próprio endereçado ao presidente do DCE-Uniplac no horário das 8 horas às 21 horas.

Enquanto a universidade e DCE estão engajados, há estudantes que não entendem o quanto o trote sujo pode ser prejudicial. Há anos, Valdir Ribeiro, enfrenta problemas com a sujeira e desordem em frente à sua residência e estabelecimento.

O espaço é dedicado para a prática do trote sujo, ontem pela manhã alguns estudantes se reuniram, fizeram calouros se ajoelharem, foram alvos de ovos, farinha e tinta, posterior a isso, os novos alunos foram aos semáforos pedir dinheiro.

“Não é aceitável alguém comemorar alguma coisa sujando a rua e grama em frente o Aero Club. Por diversos anos contactei com reitores pedindo uma solução e alguns não chamaram a atenção dos promotores de trotes. Porque que eles não fazem trotes solidários, que iriam ajudar muita gente ou achem um lugar próprio para isto”. Revoltado com a situação da sujeira, Valdir pede uma solução. A Polícia Militar não teve registro, neste ano, de reclamações por causa de trotes.

O pró-reitor explica que fica difícil controlar o que acontece fora da universidade, porém garante que as coordenações estão orientando os acadêmicos sobre essas práticas indevidas. O secretário geral do DCE, destaca: “estamos discutindo como realizar isto, mas será uma ação coordenada com os presidentes dos centros acadêmicos”.

A arrecadação do trote solidário deste ano será de tampas de plástico (entregues à Associação Lageana dos Protetores dos Animais – ALPA, Projeto Tampet´s, destinado à castração de cães e gatos de rua.) e lacres de metal, arrecadados para compra de cadeiras de rodas Projeto Lacre Solidário. O curso com maior pontuação será premiado com R$ 700 dados pelo DCE, e a UNIPLAC contribuirá com R$ 1 mil. Totalizando o valor de R$1.700,00 ao curso da turma vencedora.

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