Segurança

Condomínio terá atenção das autoridades num curto prazo

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Foto: Bega Godóy

Uma audiência pública proposta em dezembro do ano passado, pelo vereador Bruno Hartmann (PSDB), para discutir os problemas no Condomínio Pedro Filomeno, motivou uma reunião entre as forças de seguranças públicas, durante esta semana. No encontro, com a presença da Polícia Civil, Polícia Militar, Promotorias Criminais e dos Direitos Humanos e Cidadania, ficou definido que medidas de segurança serão providenciadas. E há possibilidade de ocorrer novas reuniões. 

O delegado da Polícia Civil da 3ª Delegacia Policial Robson Giovanni da Silva e sua equipe vão investigar o caso. Foi ainda solicitado à Secretaria de Habitação e Assistência Social um levantamento sobre a situação dos imóveis invadidos e daqueles que estão ocupados pelas famílias originais. Também serão apurados os crimes relatados pelos moradores. 

Essa investigação será realizada em conjunto com as instituições de segurança e órgãos da Prefeitura e na sequência tomar medidas judiciais, caso haja necessidade. O que se quer é devolver o direito de ir e vir dos moradores, garantir a proteção do patrimônio, à vida e manter a paz social. À reportagem, nenhum morador quis falar. Eles alegaram medo de represália, mas manifestaram confiança na Justiça.

Casas depredadas

A situação é tão grave que roubos às casas, em plena luz do dia, são flagrados. Das 300 casas do condomínio, que fica no Bairro Bela Vista, 10 estão totalmente depredadas. Não sobrou nada, levaram o forro, janelas portas e até as peças do banheiro. Pior, quem faz isso, segundo foi revelado na audiência pública, mora no local.

Os moradores estão temendo que a situação evolua para crimes mais graves, mesmo que já estejam presenciando prostituição infantil e tráfico de drogas, ou seja, criminosos estão impondo clima de terror no conjunto habitacional. Uns moradores, por medo, até abandonaram a casa, onde abriu precedente para invasões. 

Secretaria da Habitação e Caixa cientes

No conjunto habitacional, entregue em 2016, moram 1.200 pessoas. Nele, habitam pessoas que atendem o perfil do Programa do Governo Federal “Minha Casa MInha Vida”. A Secretaria de Habitação faz o cadastro das famílias e a Caixa Econômica Federal é quem aprova e libera o financiamento. O banco é o responsável em executar o processo destinando recurso aos imóveis, já a Secretaria da Habitação apenas repassa a demanda.

Nesta gestão, segundo a diretora de desenvolvimento administrativo habitacional, Anarita Locatelli, desde 2017 foram reintegradas 20 unidades pela Caixa Econômica Federal. Ela explica que o banco está ciente que 10 casas estão vazias e já tomou providência e entrou com processo na Justiça para reintegração desses imóveis.

Anarita, alerta que a Secretaria de Habitação tem consciência que existem irregularidades no condomínio como venda, troca, abandono, invasão e até aluguel das casas. A diretora também adiantou que o município é parceiro para tentar recuperar e devolver a paz, juntamente aos órgãos de segurança, aos moradores do Condomínio. 

Promotoria entrou no caso

O coordenador administrativo das Promotorias de Justiça de Lages, Luis Suzin Marini Júnior, convocou a reunião para definir a adoção de medidas que o caso exigia, além do meio pelo qual chegarem as denúncias da população. “Temos de buscar a responsabilização de quem está praticando esses crimes.Temos o poder e o dever de atender as situações de prejuízo à segurança da coletividade”, disse ele, ao ter conhecimento da situação.   

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