Segurança

Comandante avalia a Ação Verão Santa Catarina

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Foto: Assessoria de imprensa do BM/SC/Divulgação

O comandante da 1ª Região de Bombeiro Militar de Santa Catarina, coronel César de Assumpção avalia os dados do segundo boletim semanal da Ação Verão Santa Catarina, que se estende até sete de março. Ele concluiu que houve um aumento de atendimentos à turistas englobando vários aspectos, sendo 2.476.491 de prevenções.

Dentre as ações preventivas realizadas estão a de salvamentos e resgates, ocorrências atendidas pelo helicóptero Arcanjo e 31 afogamentos tanto em água salgada como doce e ainda em áreas privadas (piscinas, rios e açudes).

Durante essa ação. ele percorreu por três vezes o litoral catarinense e com base na experiência de 35 temporadas de atividades, percebeu turistas de diferentes partes da América Latina, e em maior número em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o militar, ampliado em 33%.

Concluiu que o problema do litoral nordestino, cuja mancha de óleo avistada em setembro sendo arrastada para nove estados contribuiu para essa quantidade de veranistas. Porém, lembra que não é de hoje que o turismo em Santa Catarina é intenso.

O Coronel também observou que os visitantes da praias são geralmente em maioria gaúchos (33%). Compõem também essa leva, argentinos, muitos paraguaios, uma massa de bolivianos e uruguaios, cariocas, paulistas, famílias do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Goiás. “Santa Catarina é um grande atrativo e têm suas belezas difundidas em todo a América Latina”, explica, ao destacar que ao menos 10 boletins serão emitidos até o fim da ação.

Litoral de SC tem 531 km de extensão e cobertura de prevenção de 1.490 guarda-vidas tem 400 postos, desde a divisa do Rio Grande do Sul ao Paraná e mais alguns postos em rios de água doce

A seguir, entrevista com o coronel

Os afogamentos aumentaram em comparação à temporada anterior?  

Quem olha os números de água doce, de fato, retrata um aumento, pois são maiores que as áreas salgadas e ausentes de terem prevenção balneária. São locais impossíveis de realizar ações, sobretudo que são particulares (piscina, açudes e rios) e propícios para acontecerem afogamentos. As pessoas têm de saber dimensionar os riscos e ter cautela. Observar os postos de salvamentos.

O litoral está ficando mais caro e cada vez mais ocupado, caso de Balneário Camboriú. Assim os veranistas, a exemplo dos serranos, estão visitando, principalmente Itapema. Essa situação está colaborando para os afogamentos?

A temperatura média está aumentando e provoca sede. As pessoas bebem e entram no mar para aproveitar e se refrescar. Além disso, estão mais resistente em obedecer às ordens dos salva-vidas. São atitudes modernas e muitas pessoas não têm interesse em respeitar. Sempre pergunto para os mais velhos: Quais as regras de trânsito você não obedece efetivamente? E por que ignoram as dos guarda-vidas?

Qual o perfil do turista que se afoga? 

Entre 14 a 29 anos em sua maioria homens. Por ser uma faixa mais ousada e rebelde. Um período complicado, naturalmente, e aflorado mais nos últimos momentos.

Qual conselho o senhor dá para os turistas?

Escolher as praias que tenham cobertura de salva-vidas. Que os serranos desçam com tranquilidade e observem as dicas e placas e não apostem numa situação que oferece risco de morte.

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