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Com problema de caixa, Apae corre o risco de suspender serviços

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Atualmente, 326 pessoas especiais são atendidas na Apae - Foto: Adecir Morais

Com dificuldades financeiras, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lages passa por sérios problemas financeiros. O motivo da crise é o atraso no repasse de recursos de um convênio com o município. Com pouco dinheiro, a instituição corre o risco de suspender alguns serviços. A prefeitura diz que está fazendo um levantamento da situação.

Segundo a direção da entidade, em junho do ano passado, a Apae firmou um convênio com a prefeitura no valor de R$ 120 mil anual. De 12 parcelas previstas no valor de R$ 10 mil cada, apenas três foram repassadas.

O dinheiro é usado para o pagamento de pessoal e para a compra de material didático para os alunos. Por conta do atraso do repasse deste convênio, a entidade passa por sérias dificuldades financeiras, o que pode comprometer os serviços oferecidos à população.

Na última sexta-feira (22), a direção da entidade realizou uma reunião com os pais dos alunos. O objetivo foi pedir ajuda para manter o transporte escolar dos estudantes. “Vamos pedir R$ 30,00 por mês para cada família para custear as despesas de combustível do ônibus que transporta os alunos”, informou Jorge Luiz Manfrói, presidente da instituição, horas antes da reunião.

Segundo ele, “estamos há 15 dias tentando marcar uma audiência com o prefeito, mas ele não nos atende. Não temos dinheiro nem para o combustível do ônibus”, disse Jorge. Se os pais não concordarem em ajudar, não sei o que vamos fazer”

A diretora da instituição, Roseli Freitas disse que o município tem o dever de ajudar com recursos públicos, mesmo porque, a entidade está absorvendo uma população que, na prática, estaria buscando os mesmos serviços em outros setores da rede pública.

Apae é uma entidade filantrópica. Atualmente, atende 326 crianças, adolescentes e adultos com necessidades especiais. Oferece diversos serviços, como fisioterapia, psicologia, assistência social, fonoaudiologia, dentista e médico, por exemplo.

Além do convênio com a prefeitura, a instituição também recebe R$ 460 mil por ano do Fundo Social, além de recursos de serviços realizados pelo Sistema Único de Saúde. Possui 89 funcionários e, só com folha de pagamento, gasta R$ 846 mil por ano.

Posição da prefeitura

O secretário de Administração e Finanças, Antônio Cesar Alves de Arruda disse, na sexta, que solicitou um levantamento de todos os convênios que o município possui com entidades da cidade. Ele declarou que, sem esse levantamento, não vai se posicionar em relação a situação da Apae.

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