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#CLentrevista com Carlos Eduardo Canani

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Foto: Marcela Ramos

O que o motivou para a convocação do projeto Geração Futura Educadores? 

Todo esse trabalho que desenvolvo na área da educação foi fruto do Educador nota 10 de 2016. Fez com que eu fizesse parte do conselho de educadores do futura. Dentro desse  conselho de educadores, que reúne professores de todo o Brasil, a minha atuação profissional acabou gerando um convite para participar do projeto de 2019. 

Em que consiste esse projeto e qual o objetivo? 

O Geração Futura Educadores tem o objetivo de trabalhar com ferramentas de educação midiática, como a produção de materiais audiovisuais e como nós podemos levar isso para a educação pública brasileira. Ou seja, como que eu posso trabalhar com a produção de documentários, mini documentários nas aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, do ensino fundamental e do ensino médio. Foi uma imersão pela qual 20 educadores do Brasil passaram, exatamente para conhecer melhor essas ferramentas e tentar levar para sua realidade um pouco dessa vivência, tentando fazer com que o processo de educação acabe incorporando essas ferramentas midiáticas diariamente.  

De que forma é possível aplicar isso na rede de ensino? 

Essa experiência com o Geração Futura Educadores demonstrou que em termos de equipamentos, temos à disposição os próprios smartphones, que podem ser ferramentas bem potentes para a produção de audiovisuais, podendo utilizar essa ferramenta para qualquer área do conhecimento. Dependendo do tema que está sendo trabalhado pelo professor, seja qual for a disciplina, ele pode adaptar o tema voltado para a produção de um trabalho em si, que vai gerar o protagonismo do aluno, o trabalho coletivo, criatividade, a utilização das ferramentas digitais, que todas podem ser incorporadas a favor do processo de ensino aprendizagem. Acredito que adaptando as condições e as realidades que temos em cada contexto, a gente acaba colocando isso em prática. 

Sabemos que a maioria das escolas não possuem um laboratório de informática amplo, algumas nem possuem. Isso não seria um entrave para aplicar o projeto? 

Trabalhamos com a questão do recurso digital descentralizado. O foco de que para você trabalhar com as tecnologias digitais você precisa de um laboratório bem equipado já está se tornando algo ultrapassado. O objetivo principal é tentar levar as ferramentas digitais  o acesso de uma internet de alta qualidade, para todas as salas de aula, para que qualquer turma que o professor esteja possa trabalhar com essas ferramentas. Participamos recentemente de um programa federal chamado Educação Conectada, que um dos focos é exatamente esse, melhorar a qualidade da internet banda larga nas escolas, melhorar a qualidade dos equipamentos móveis, investindo em notebooks, tablets,  e não em ferramentas fixas, como o laboratório de informática. Todo esse investimento trazido pelo Educação Conectada é bem relacionado à produção de audiovisuais dentro da esfera de educação. Com os poucos recursos que as escolas já dispõem e com esse incremento que vem dessa política pública federal, é bem possível que podemos proporcionar isso para nossos alunos da rede municipal, de Lages e de toda a região. 

Em relação ao aprendizado que obteve no projeto, você pretende elaborar algum projeto audiovisual? 

É uma das intenções que eu tenho. O que antecipa a elaboração de um projeto, é trabalhar com a formação continuada dos professores. Existe uma preocupação em incorporar isso, no trabalho de formação desenvolvido na  secretaria de educação. Compartilhar esses conhecimentos com os outros professores, e a partir disso, com eles elaborar um projeto mais consistente, que possa repercutir na produção de audiovisuais nas unidades escolares. Meu foco inicial, é trabalhar primeiro na formação e depois construir com eles um projeto bem elaborado. 

Na sua opinião, quais são os principais projetos desenvolvidos pela Secretaria da Educação? 

Temos uma atuação bem significativa voltada para a área da educação por sustentabilidade, temos várias iniciativas, com a própria disciplina que faz parte do currículo do pré-escolar e dos anos iniciais do ensino fundamental. Também temos a gincana recicla, que tem o objetivo de desenvolver ações que fomentam essa preocupação com as questões ambientais, partindo da reciclagem, dentre outras atividades. Tenho uma preocupação muito grande com a formação de alunos leitores e fomentar projetos voltados para a escrita textual. Estamos desenvolvendo a olimpíada lageana de Língua Portuguesa, o concurso soletrando, que recentemente foi finalizado, que é mais voltado para o estímulo ao hábito de leitura e escrita na escola. Temos uma atuação muito forte nos encontros de educação permanente. Ao longo do último ano, foi proporcionado para os professores do município as mais diversas temáticas da área do conhecimento. Estamos investindo em nossos profissionais, para que eles possam trazer esses conhecimentos teóricos e efetivá-los na sua prática pedagógica diária. 

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