Um pequeno trailer abandonado nos fundos da Secretaria de Meio Ambiente chama atenção de quem passa por ali. Plotado com o título “Castramóvel” ele não é utilizado para tal função. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Euclides Mecabô, quando assumiu a gestão da pasta o trailer já não era usado e até não tinha nenhum objeto dentro dele. E mesmo assim, não teria aprovação da Vigilância Sanitária para realizar as castrações.
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Mas pensando na necessidade urgente da redução de animais, os procedimentos são realizados no Centro de Controle de Zoonoses em parceria com a Secretaria. Mecabô explica que diariamente são realizadas de três a quatro castrações. Os cães e gatos são das ruas e também direcionados por meio das protetoras. Em Lages, são 36 grupos organizados que protegem os animais de rua. “Sabemos que não é o suficiente, mas é o que conseguimos fazer”.
De acordo com o secretário, o trailer que está abandonado não tem utilidade alguma. “Só se tirarmos a carenagem e utilizarmos o rodado. Quando chegamos na Secretaria não tinha nada dentro do trailer”.
Histórico
O trailer adaptado para castrar animais nunca foi usado. Em 2016 o então secretário de Meio Ambiente, Mushue Hampel, explicou que a ideia era passar nos locais em que haviam animais abandonados e fazer a castração não deu certo. “Tivemos muita dificuldade para liberar o Castramóvel no Conselho de Medicina Veterinária. Eles não aceitam que se faça a castração em um lugar que não seja um centro cirúrgico”, salientou.
Naquele ano, a estimativa era que Lages possuía cerca de 80 mil cães e gatos. A metade abandonada nas ruas. As castrações eram feitas no Centro de Zoonoses e os interessados precisavam preencher um cadastro.