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Cápsula do tempo resgata a memória do Colégio Aristiliano Ramos

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Objetos do interior da cápsula encontrada sob os escombros do antigo colégio - Foto: Suzane Faita

A década de 1930 foi de muita ebulição política e social no Brasil. A Revolução colocou um ponto final na Primeira República e levou Getúlio Vargas à Presidência da República, num governo provisório. Movimento este que contou com a participação do lageano Aristiliano Ramos. Em em 1932, a Revolução Constitucionalista desencadeada em São Paulo dividiu o combate entre forças rebeldes e forças legalistas. Naquela década, o Brasil teve duas constituições (1934 e 1937) e o início da Ditadura Vargas.

Em Lages, os acontecimentos não foram menos importantes, acirrou-se a disputa entre os primos Aristiliano e Nereu Ramos. É também neste período que é inaugurada a Escola Normal que pretendia formar profissionais da educação.

As lembranças da época são reforçadas pela presença do prédio do Colégio Aristiliano Ramos, construído naquela década, mas que entre o final de 2017 e início de 2018 foi demolido. Se por um ladoa ausência da edificação pode representar a perda da memória coletiva acerca do político Aristiliano e da história do colégio, que até 2011 acolhia uma escola estadual, o encontro de uma cápsula do tempo recheada com jornais antigos reacendeu o interesse pelos fatos históricos.

De acordo com informações da Fundação Catarinense de Lages, esses jornais, A Época (Lages) e Correio do Estado (Florianópolis) serão recuperados e há a possibilidade de integrarem um futuro memorial do Colégio Aristiliano.

O coordenador do Museu Thiago de Castro, Ader Godoy, disse que ainda não foi feita a pesquisa para saber se os jornais encontrados fazem parte do acervo da instituição. “Temos os jornais, só não sabemos se das datas encontradas”, comentou. Sobre a recuperação dos exemplares, diz que uma equipe especializada está trabalhando e que estão em melhores condições do que se esperava.

Recuperação

O bibliotecário e coordenador técnico da Hemeroteca Digital Catarinense, Alzemi Machado, explica que a entidade pode auxiliar na recuperação desses jornais e, se não tiver condições técnicas, em função da patologia encontrada nos exemplares, pode indicar outras entidades. Machado afirma que as edições encontradas na cápsula do tempo, Correio do Estado edição número 14, de 28 de setembro de 1934 e a Época edição número 318, de 11 de março de 1934 fazem parte do acervo da Biblioteca Pública de Santa Catarina e serão digitalizadas nos próximos dias. Dessa forma, poderão ser acessadas pelo site da Hemeroteca (http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/). “O outro jornal [exemplar] A Época, não possuímos. Apesar de não ser possível precisar a data, pela fotografia, é de maio, pois marca o aniversário do Coronel Belisário Ramos, que era comemorado no dia sete”, argumenta.

 

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