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Campo de Piscicultura da Serra ainda não está ativado

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Foto: Divulgação

Assumida pelo Governo do Estado há dois anos e meio, o Campo Experimental de Piscicultura da Serra Catarinense, em Painel, começa 2020 sem a execução efetiva de atividades. O local será destinado à formação de um banco para melhoramento genético da truta, além de desenvolver tecnologia para as áreas de genética, nutrição, produção e sistema reprodutivo, porém, está praticamente sem atividades desde a reativação por falta de recursos e adequação.

O Campo Experimental de Piscicultura da Serra Catarinense está sob responsabilidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Este campo funciona na antiga Estação de Piscicultura do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estava desativada desde o início dos anos 2000, mas foi cedido em comodato à Epagri no fim de 2017.

Segundo a assessoria de imprensa da Epagri, no local existem algumas espécies como carpa, jundiá e truta apenas para manter o mínimo funcionamento. Porém, não há finalidade ou projeto em andamento.

“Vamos fazer experimentos e fornecer matrizes e reprodutores de melhor qualidade genética para os produtores. Também vamos fornecer uma nova tecnologia para produzir mais rápido, um esquema sanitário melhor. Queremos trabalhar com o desenvolvimento de tecnologias, pois nosso produto é a tecnologia, não o produto pronto para a indústria”, explica o pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Lages, Vilmar Francisco Zardo.

Para que o Campo Experimental possa desenvolver suas atividades é preciso que o local passe por adequações na estrutura física para aprimorar o funcionamento e atender às normas ambientais vigentes. Zardo explica que, por ter ficado muitos anos fechado, o campo não dispõe de sistema de tratamento da água que é devolvida aos rios, por exemplo, algo que não era uma exigência dos órgãos ambientais quando a Estação de Piscicultura do Ibama estava em funcionamento.

Outro problema já identificado e que necessita de atenção imediata é a adequação da rede de energia elétrica, que é insuficiente para atender à atual demanda do campo. “A base de construção desta estação é bem interessante, mas como ficou 16 anos desativada, temos grandes problemas estruturais. O principal deles, que nos impede de ter uma atuação mais forte agora, é a questão da rede elétrica, que está defasada. Ela não aguenta. Se a gente ligar diversos equipamentos, cai.”

Sem dotação orçamentária

Zardo ressalta que o Estado assumiu o Campo Experimental de Piscicultura da Serra Catarinense na reta final do mandato de Raimundo Colombo, em 2017. Segundo ele, no ano seguinte, quando Pinho Moreira assumiu o governo, o campo ficou de fora da dotação orçamentária para 2019.

Porém, segundo ele, depois de uma reunião com a atual presidenta da Epagri, Edilene Steinwandter, que conheceu o local no final do ano passado, ficou acordado que o campo entraria na dotação orçamentária de 2020. “Neste ano, a gente vai conseguir colocar o Campo Experimental no orçamento da Epagri novamente, e vamos começar a efetivar os trabalhos lá”, completa.

 

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