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Bombeiros de Lages retornam a Brumadinho

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Foto: Divulgação

O dia 25 de janeiro ficará para sempre na lembrança dos moradores de Brumadinho, em Minas Gerais. A tragédia da barragem de Brumadinho vitimou centenas de pessoas, até a última quinta-feira (28/2) 186 mortos haviam sido identificados e 122 pessoas ainda continuam desaparecidas.

O Corpo de Bombeiros continua nos trabalhos de resgate, e, para ajudar nessa missão, 50 bombeiros de Santa Catarina viajaram nesta sexta-feira (1º) com o avião da Força Aérea Brasileira para Brumadinho.

De Lages, embarcaram o soldado Luciano Rangel com seu companheiro Barney, o cão da raça labrador especialista em ações desta modalidade. É com o trabalho dos bombeiros, que familiares têm a chance de dedicar um enterro digno aos entes queridos.

“Nossa missão é a localização de corpos, ainda que com pouca chance, mas temos a esperança de encontrar pessoas com vidas. A esperança de encontrar alguém com vida, só termina quando encontramos a morte”.

O frei Rodrigo Péret, da Comissão de Mineração da CNBB, revela a dimensão do perigo a que estão expostos os verdadeiros heróis da tragédia de Brumadinho (MG). “É um fato muito grave. Porque essa contaminação, no caso de bombeiros que apresentaram contaminações de alumínio, segundo que se sabe, a maioria da contaminação por alumínio, é neurológica. Ela se põe em cima do sistema nervoso, gastrointestinal, cardiovascular, etc.”, alerta Péret. Ele lembra também dos moradores que foram afetados por essa lama tóxica e a necessidade de rediscutir o modelo minerário brasileiro.

Cerca de 1.800 bombeiros militares passaram pela operação até o momento, além dos efetivos das outras forças de segurança e apoio. 62 máquinas pesadas, 31 aeronaves, 22 equipes de cães farejadores estiveram envolvidas nas buscas até hoje.

Mais de 530 horas de ações de busca e salvamento

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, e a maior operação de busca e salvamento interagências já registrada no Brasil. Houve a atuação harmônica e integrada de mais de 55 órgãos público.

Somente do Governo de Minas, mais de 25 (entre secretarias de Estado, autarquias, agências reguladoras, fundações e órgãos do Judiciário). Principais órgãos envolvidos nas ações de resposta: Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Civil.

Volume de rejeito_ aproximadamente 10,5 milhões de metros cúbicos, o que equivale a cerca de 4,2 mil piscinas olímpicas de rejeito (uma piscina olímpica padrão tem 2.500 metros cúbicos). Com a quantidade de rejeito, seria possível fazer 4 pirâmides de Quéops (maior pirâmide do Egito, com volume de construção de 2.574.466 metros cúbicos)

Para retirar todo o rejeito extravasado, seriam necessários 12,5 milhões de conchas de retroescavadeiras (volume padrão da concha 0,8 m³). Para cada corpo (considerando 308 corpos, a partir da soma de identificados+desaparecidos), não houvesse o trabalho de inteligência, seriam necessários 40.584 conchas de rejeito revolvido para cada corpo localizado.

O trabalho de inteligência envolve a aplicação de modelos matemáticos para entendimento do comportamento dos fluxos de lama, o cruzamento entre dados georeferenciados da localização dos corpos e localização anterior das vítimas, a utilização de tecnologias como dados de sinais celulares, a comparação de material recolhido com mobiliários pertencentes aos locais destruídos, entre várias outras técnicas. Drones com tecnologia de leitura térmica, imagens de satélite, monitoramento por instrumentos de alta precisão também são recursos importantes empregados nas buscas.

Números da tragédia

  • 186 mortos confirmados – 186 identificados
  • 122 desaparecidos
  • 395 localizados

Colaborou Corpo de Bombeiro de Minas Gerais

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