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Barragem amenizaria inundações em Lages

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Alagamentos podem ser diminuídos com a construção de uma barragem - Foto: Andressa Ramos/ArquivoCL

Um plano de combate a enchentes feito pelo Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc), demonstrou que a única forma de diminuir os problemas com as cheias em Lages é a construção de uma barragem de contenção, pois foi a maneira mais barata e eficaz encontrada pelos pesquisadores.

A estrutura fará com que as chuvas não sobrecarreguem as bacias urbanas e o Rio Caveiras, e os bairros adjacentes não sofram com inundações. O local de implantação seria antes da captação de água da Semasa, no Rio Caveiras, na Localidade de Pedras Brancas. O projeto foi encaminhado pela Defesa Civil e o Ministério de Desenvolvimento Regional já enviou R$ 898 mil, verba destinada ao pagamento dos estudos.

A barragem não serviria para enxurradas e enchentes causadas por chuvas rápidas, típicas de verão. “Esses alagamentos são causados pela falta de manutenção da rede pluvial e lixo acumulado, que entopem os bueiros. Bom lembrar que a barragem é uma medida mitigatória, não resolverá o problema em 100%.

O estudo mostrou que também é preciso captar a água da chuva em edificações privadas, e que os moradores optem por mais áreas verdes em suas residências, para que haja mais absorção da água da chuva”, explica o secretário de Proteção e Defesa Civil, Jean Silva de Souza.

Um levantamento mostrou que, mais ou menos a cada três anos, acontecem grandes inundações na cidade, sendo que o último ocorreu em 2017. Ou seja, de acordo com o estudo, este ano pode ocorrer outro fenômeno do tipo em Lages.

Para se chegar ao veredito de que a barragem é a melhor solução, o estudo verificou o número de edificações onde ocorrem os represamentos e onde estão as fossas de inundação; fez um levantamento de vegetação; mapeou as áreas que estão ocupadas e não deveriam e a quantidade de planícies de inundação; mostrou o uso e a ocupação dos pólos hidrográficos e verificou como está a situação das áreas de preservação permanente.

Foram realizadas, também, sondagens por meio de perfurações no solo. “O objetivo foi verificar o tamanho da barragem, a resistência do solo, as áreas de preservação permanente e de lençol freático.”

Outras soluções, como fazer um túnel extravasor e um reservatório, também foram levantadas, mas não se mostraram eficazes como a construção de uma barragem. 

Agora, a próxima etapa do estudo é implantar um laboratório especializado em geoprocessamento, que irá elaborar projetos e mapas para a prefeitura e Defesa Civil. Será feito um projeto, depois desse laboratório ficar pronto, para que seja protocolado no Ministério de Integração com objetivo do Governo Federal custear o valor. “O objetivo é que, até março, o laboratório fique pronto e a partir disso faremos o projeto que é bem complexo”, destaca a gerente de Defesa Civil, Mayra Rafaeli Lemos.

 

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