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Aumentam casos de sífilis na Serra Catarinense

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Foto: Grupo Case/ Divulgação

O número de infectados de sífilis segue crescendo na Serra Catarinense. Em 2017, foram 501 casos da doença, ante 323 do ano anterior. E de janeiro a outubro deste ano, já foram contabilizados 387 registros, ou seja, a tendência é fechar 2018 com um número maior em relação a 2017. Os dados são da Regional de Saúde de Lages.

Os números põem a Serra na sexta colocação do ranking estadual, atrás apenas das regiões do Nordeste, Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí e Oeste. Juntas, todas estas regiões registraram 6.999 casos. Com 2.342 notificações, a região do Nordeste (Joinville e São Francisco do Sul) lidera o ranking.

De maneira geral, o levantamento também mostra um aumento do número de sífilis no estado de 2016 para cá. Aquele ano fechou com 5.584 pessoas infectadas com a doença. Em termos de comparação, só de janeiro a outubro deste ano, já foram contabilizados 9.175 casos, um aumento de 64,3%.

O gerente regional de Saúde de Lages, Aloísio Piroli diz que a população vive uma “epidemia” de sífilis. Ele aponta que o melhor remédio para evitar a doença é a prevenção, o que se dá por intermédio do uso de preservativo (camisinha).

Piroli afirma que  uma das causas do aumento do número de casos está relacionada a mudanças comportamentais da população. Um dos motivos é, ironicamente, o fato de a Aids – outra doença sexualmente transmitida, ter deixada de assustar.

O fato é que, com a eficácia dos tratamentos com os coquetéis contra a Aids, as pessoas relaxaram nos hábitos de prevenção. “Mas as pessoas esquecem que não é apenas a Aids. Existem outras várias doenças que são transmitidas pelo ato sexual desprotegido”, alerta Piroli.

Além disso, o aumento do número de casos também está relacionado ao crescimentos de testes feitos. A partir de 2016, os exames passaram a ser realizados em todas as unidades de saúde. Os testes, assim como o tratamento da doença, são gratuitos.

Sífilis congênita

Outra forma de contágio da sífilis é a da mãe infectada para o bebê, durante a gravidez e o parto (sífilis congênita). Trata-se de uma doença grave que causa sérias consequências tanto ao bebê quanto à gestante.

O mesmo levantamento da Regional de Saúde indica que, só de janeiro a outubro deste ano, foram identificados 99 casos desta doença na região de Lages – no ano passado, foram 81. Já no estado, no mesmo período, foram contabilizados 646 registros.

“A sífilis congênita pode causar sérios problemas ao bebê, como deficiência mental e até a morte, inclusive da gestante”, alerta o gerente regional de Saúde.

Ele chama a atenção é que o controle da doença não passa apenas pelo tratamento da gestante. “É preciso tratar também o parceiro sexual. A mulher precisa convê-lo a fazer o tratamento também”.

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