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Aula ensina a reanimar pessoas após parada cardíaca

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Foto: Núbia Garcia

Uma pessoa que tenha sofrido uma parada cardiorrespiratória tem 50% mais chances de sobreviver se receber os primeiros socorros nos minutos seguintes à parada. Foi pensando nesta estatística que uma equipe de profissionais da saúde trouxe a Lages o Projeto Reanimação, que consiste em uma aula para ensinar pessoas que não têm conhecimentos na área da saúde a identificar os sinais de uma parada cardíaca e como fazer a massagem para reanimar a vítima.

A primeira aula do projeto aconteceu quarta-feira (28), no Instituto do Coração, no Centro de Lages, e reuniu cerca de 140 pessoas, divididas em quatro turmas. De acordo com a organização, por se tratar de um projeto-piloto, este primeiro dia de aula teve como participantes os pacientes do Instituto e seus familiares. Contudo, a ideia é repetir o evento, anualmente, abrindo vagas para a comunidade em geral, com participação gratuita.

Com o objetivo de conscientizar e educar para aumentar a taxa de sobrevivência, os participantes assistiram a uma curta palestra sobre o tema, ministrada pelo cardiologista Kaius Munhoz de Paula e, na sequência, puderam treinar a realização do procedimento de reanimação em bonecos.

“Usamos os bonecos e fazemos a parte prática porque é muito diferente receber uma orientação verbal. É preciso saber executar. A maneira de fixar isso é praticando. A ideia é que os participantes, depois de praticarem aqui, multipliquem o conhecimento, que isso vire uma corrente e mais pessoas tenham este conhecimento,” comenta uma das idealizadoras do projeto, a fisioterapeuta Letícia Coutinho.

A necessidade de ensinar pessoas leigas a executarem os primeiros socorros se dá porque boa parte das paradas cardiorrespiratórias acontecem fora dos ambientes hospitalares, ou seja, longe de equipe especializada. Para melhorar a taxa de sobrevida do paciente, manuais de saúde preconizam que devem ser seguidos quatro elos: ligar para a emergência (Samu 192), fazer a reanimação, desfibrilar e oferecer suporte avançado (atendimento de enfermagem e médico).

O fisioterapeuta Tarso Waltrick explica que, para atender ao objetivo do Projeto Reanimação, os dois primeiros elos são ensinados aos participantes da aula. “A gente está ensinando os dois primeiros elos, que basicamente consistem em chamar ajuda e fazer massagem cardíaca. Se isso tiver claro na cabeça da pessoa que estiver perto da vítima, ela consegue salvar vidas”, explica.

Quando soube que a aula seria oferecida em Lages, a aposentada Nilcéia Antunes, 57 anos, não perdeu tempo em se inscrever, pois sua irmã, que é paciente do Instituto do Coração, tem problemas cardíacos. “Eu já tinha uma ideia de como fazer a reanimação por ver na TV, mas assistir a uma palestra pessoalmente, poder esclarecer dúvidas, e praticar é muito melhor, porque ajuda a entender o que é importante fazer na hora da emergência”, completa.

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