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Audiência discute queda de energia elétrica no interior

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Foto: Fernando Silveira/Alesc/Divulgação

Moradores da região de Bom Jardim da Serra e São Joaquim, na Serra Catarinense, reclamam das constantes quedas de energia elétrica no interior dos municípios e pedem providências para a Celesc. Isso porque a rede é monofásica e o mau tempo contribuiu para a queda de energia na área rural. 

Um dos principais motivos apontados pelos moradores dos dois municípios, sobre a demora para o restabelecimento da energia elétrica, é que as equipes de reparo da Celesc precisavam se deslocar de Lages para atender aos pedidos de quedas de energia nos dois municípios. Por consequência, houve época em que a população chegou a ficar até oito dias sem luz. Além disso, os vereadores e lideranças de Bom Jardim e São Joaquim também pedem a instalação da rede trifásica em substituição da rede monofásica nas áreas rurais.

Durante a Audiência Pública, realizada na noite de segunda-feira (21), pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Alesc, o deputado José Milton Scheffer (PP) com a participação de agricultores e lideranças de Bom Jardim da Serra, o gerente do Núcleo Planalto da Celesc, Gladimir Jeremias, após ouvir as demandas apresentou algumas ações para solucionar as constantes quedas de energia.  

O gerente assumiu o compromisso de dar celeridade para a realização da desobstrução das linhas (roçadas), substituição dos atuais cabos por cabos protegidos, troca de postes, dentre outros equipamentos. 

Além disso, informou que será reaberto o escritório de Bom Jardim, com a vinda de uma atendente nos próximos dias; assim como em 60 dias a equipe de manutenção estará concluindo a capacitação e atualização sobre as inovações da rede. “Estamos com um novo sistema que reduz para 7 segundos o tempo para religar a energia, bem com chaves especiais para diminuir as quedas de energia”, destacou Gladimir. 

Sobre a troca dos cabos, a Celesc tem como meta investir R$ 75 milhões em novos cabos e melhorias de rede. Devido a maioria dos terrenos não estarem com sua matrícula regularizada, impede a Celesc de fazer a instalação da energia. 

Regularização

Visto que estes terrenos estão em regime de “condomínio”, a legislação não permite investimentos públicos. Segundo o deputado, por meio da Comissão de Agricultura, irá fomentar o debate junto a Secretaria de Estado para a elaboração de projetos em parceria com Prefeitura e Governo Estadual para programas de regularização fundiária.  

Medidas da Celesc

  • Implantação de uma equipe de atendimento de emergência em Bom Jardim da Serra
  • Atendimento presencial diário no escritório para questões comerciais (segunda via de faturas, pedidos de ligação, etc)
  • Instalação de religadores monofásicos eletrônicos em áreas rurais
  • Podas e roçadas nas vegetações próximas a fiação
  • Planejamento para inclusão de trechos de redes no programa de melhorias Celesc Rural
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