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Art Basel abre nesta quarta mais fortalecida pela crise

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Basiléia (Suíça), 15/06/2010, (EFE)

 


A feira de arte mais famosa do mundo, Art Basel, abre nesta quarta-feira sua 41ª edição com a euforia de saber que a tempestade da crise castigou o setor, mas também o fortaleceu.


"Posso dizer muito claro, a crise econômica teve algum impacto, mas o maior benefício foi aumentar a qualidade. Os galeristas já não são tão ambiciosos e trazem só o melhor, conscientes que se não fizerem assim, não venderão", afirmou nesta terça o co-diretor do evento Marc Spiegler.


Neste ano se consolida uma tendência já apontada no ano passado: os galeristas, temerosos da falta de liquidez dos colecionadores, trouxeram a Basiléia (nordeste suíço) suas melhores obras.


"Eu acho que podemos dizer que há um antes e um depois da crise. Explodiu a bolha, mas é que o mercado da arte estava 'muito aquecido' e como a crise foi o ponto de inflexão", assinalou à Agência Efe Orly Benzacar dona da galeria de mesmo nome, a única representação argentina em a feira.


A exigência que se auto-aplicam as galerias se deve também ao rígido sistema de seleção, que as obriga a passar "a seletividade" todos os anos, em palavras de Socorro de Almeida Lima, da galeria brasileira Millam.


Das mais de 1,1 mil candidaturas apresentadas neste ano, só 300 foram escolhidas, das quais 5% são novas, o mesmo percentual das que foram eliminadas.


As 300 galerias provêm de 37 países e exporão mais de 10 mil obras de 2,5 mil artistas.
Apesar da "globalização" dos diretores, Art Basel continua sendo eminentemente "eurocêntrica" e muito americana, já que das 300 galerias, 200 são europeias e 32 americanas.


Foto: (EFE)

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