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Aeroporto de Correia Pinto dá mais um passo rumo à homologação

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Aprovação do Plano Básico de Zona de Proteção do aeroporto de Correia Pinto foi publicada no Diário Oficial da União - Foto: Andressa Ramos/ Arquivo CL

A caminhada rumo a homologação do Aeroporto Regional do Planalto Catarinense, em Correia Pinto, deu um importante passo em dezembro do ano passado. No dia 14, o Comando da Aeronáutica publicou no Diário Oficial da União a aprovação do Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo do aeroporto.

Segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira, este documento prevê a delimitação das áreas e os limites verticais que as implantações podem ser autorizadas, sem causar nenhum prejuízo à segurança e à regularidade das operações aéreas.

O coordenador da Comissão de Voos Regionais da Acil, Anderson de Souza, explica que este documento, após aprovado, precisa ser anexado ao processo do pedido de homologação. “É um documento base que faz parte dos itens que tem de ser cumpridos para pedir a homologação, seja ela visual ou por instrumentos”.

Com este documento, segundo Souza, é possível que a homologação dos voos visuais possa ir em frente. “Apesar de que não é isso que estamos buscando. A gente precisa de homologação para voos por instrumentos, mas este já é um passo”, afirma.

A construção do Aeroporto Regional do Planalto Catarinense iniciou em 2002, mas a homologação e o início das operações ainda parecem distantes de se tornar realidade. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), para que o aeroporto de Correia Pinto possa operar voos por instrumentos é preciso fazer a construção de Resa (sigla em inglês para Áreas de Segurança de Fim de Pista) na cabeceira da pista, e da retirada de talude ao lado da pista de pousos e decolagens. Apesar da homologação dos voos por instrumentos ainda estar distante, o aeroporto já conta com os equipamentos necessários para operar por instrumentos.

Além dos apontamentos feitos pela Infraero, há outros problemas de infraestrutura no novo aeroporto, porém, são menores e não interferem em seu funcionamento. O prédio, apesar de ser novo e nunca ter sido utilizado, precisa passar por pequenas reformas, pois tem avarias como infiltrações e lâmpadas queimadas. Outro problema, mas que também não interfere na homologação, é a conclusão do acesso localizado na BR-116.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Claudio Lemes Louzada

    17/01/2019 at 16:34

    Infelizmente, infelizmente mesmo, o aeroporto de Correia Pinto já nasceu antigo e defasado da realidade do modal e da moderna aviação do século 21. Pista curta de 1.600 metros, somente 70m maior que o aeroporto de Lages. Os “equipamentos já instalados” para operar o voo por instrumento em Correia Pinto foram banidos da aviação, porque foi instalado por R$ 1 milhão de reais, um rádio farol de não precisão NDB, do inglês Non Directional Beacon, tecnologia de 1923, substituída pelo GPS para aproximações, pouso e decolagens.
    É inadmissível tentar iniciar as operações aéreas em Correia Pinto sem voo por instrumento GPS. Hoje, GPS é o mínimo para aeroporto. Sem GPS é simplesmente outro aeródromo.
    Os próximos anos serão marcados pela frota de jatos regionais de 130 lugares e jatos nacionais de 180 assentos. Não é prioridade de nenhuma empresa aérea aumentar a frota de turboélices de 70 lugares. Há 6 anos a frota de turboélices era de 54 aeronaves, hoje 32 unidades.
    Será que em um futuro próximo Lages e cidades do entorno ficarão novamente sem linha regular por contar com dois aeroporto que não poderão atender os jatos de 130 e 180 lugares? Precisamos de Correia Pinto com pista de 2.200 metros!!!
    Saudações,

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