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Urupema conquista seu lugar ao sol

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Fotos: Andressa Ramos

Se o destino é importante, a viagem mais ainda, prova disso são os caminhos que levam à Urupema, a cidade mais fria do Brasil, na Serra Catarinense.

Quando os jornais noticiam baixas temperaturas, é certo, os turistas logo procuram hospedagens para poderem curtir o frio e apreciar as belíssimas paisagens que a Serra proporciona.

Ainda mais em Urupema quando se tem um ponto de 1.750 metros acima do nível do mar, é de tirar o fôlego literalmente. A sensação é de calma, paz, tranquilidade, gratidão e até de reflexão, afinal, são árvores, animais e um cenário preservado há anos.

Quem viu potencial econômico no frio, foi o casal Cláudia e Silvio. Em 2013, enquanto todos apre

ciavam as baixas temperaturas, eles observaram que em Urupema poderiam construir uma hospedagem diferenciada.

Ele coordenador e ela professora, aproveitaram uma oportunidade, que surgiu em 2014, de adquirir um terreno com vista privilegiada, e não pensaram duas vezes.

Compraram e passaram 2015 construindo cabanas e a casa da família, afinal, decidiram abandona

r a cidade grande, Florianópolis, para morar na tranquilidade, próximo da natureza e de um setor que está crescendo na região.

Este ano, é o terceiro inverno que o casal está com as portas abertas e, otimista, afinal há reservas até agosto. As acomodações são divididas em cinco cabanas.

Os proprietário da Pousada Santa Ana da Serra, comentam que recebem turistas de todo o Brasil: Rio Grande do Sul, Alto Vale do Itajaí, Florianópolis, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.  

Salete e Vinicius são hóspede

s de Ituporanga, chegaram no sábado (09) pela manhã e a previsão de saída era o domingo, afinal queriam sentir o frio gelado da noite e do amanhecer de Urupema.

Viajaram mais de 300 quilômetros

para aproveitar o clima romântico, e comemorar os 18 anos de casados.

Aos 73 anos, Ana Helena de Assis Brasil de Souza, já foi para a Suíça e para o Chile, mas é a primeira vez que visita Urupema. As paisagens conquistaram Ana, além disso, ela comenta que pássaros que não via mais, pôde rever da janela da pousada. “O sol é maravilhoso”, Ana completa que adora o frio.

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Lotação

 

Na Fazenda Monte Agudo, também há reservas até agosto. Ao passar da primeira porteira, os turistas podem aproveitar mais paisagens dignas de cartão-postal.

Ingrid Souza Andrade, comenta que a fazenda recebe hóspedes há oito anos. Eles têm origem em muitas cidades.

A família viu a oportunidade de transformar a casa em pousada, tanto é, que os hóspedes frequentam os mesmos espaços da família.

Muitas pessoas encontraram a fazenda via site do município, ou site próprio, mas, alguns turistas chegam até lá, por meio de indicação de quem já se hospedou lá.

Na manhã de sábado (09), os 14 hóspedes acordaram às 5 horas da manhã para poder ver geada e o sincelo, porém, como a temperatura subiu, não conseguiu apreciar as paisagens congeladas, assim, aproveitaram o roteiro de vinícolas da Serra, para degustar os vinhos regionais.

 

Economia

Todo esse potencial está alterando a base econômica do município, que até então era essencialmente agrícola, com destaque para a produção de maçãs.

As pessoas da cidade já perceberam, que receber bem os turistas dá retorno financeiro. Um exemplo é o quiosque montado na praça da igreja matriz, onde mulheres qualificadas pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) oferecem quitutes típico da Serra Catarinense.

 

Morro das Antenas é atração à parte

Do alto do morro, o frio é mais intenso realmente, já que o vento é mais forte.

Além disso, o cenário é incrível. Uma viagem bate-volta foi o suficiente para Celci e Elton Carrijo ficarem com gostinho de quero mais.

O casal é de São Paulo, mas mora em Florianópolis há 10 anos, no último sábado (9), com a previsão de muito frio, saíram da capital catarinense para subir a Serra.

Com uma câmera fotográfica nas mãos, eles registraram a paisagem, e eternizaram aquele instante, mas, mesmo assim, Celci pretende voltar quando tiver novas previsões de temperaturas negativas.

Tatiana Hoffmmann, também é de Florianópolis, e, é a primeira vez que visita Urupema, o roteiro foi escolhido para comemorar o aniversário de uma amiga.

 

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Árvore caiu em cima de casa no Santa Clara

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Foto: Defesa Civil/Divulgação

Na tarde deste domingo (24) a equipe técnica da Defesa Civil Municipal atendeu uma ocorrência de queda de árvore sobre uma residência, na avenida Sebastião Antônio Figueiredo, no Bairro Santa Clara, em Lages.. Neste caso não houve vítimas, somente os danos materiais. A queda foi causada pela tentativa frustrada de corte da árvore, realizada por pessoas sem experiência para o serviço, não acompanhamento de um órgão de segurança responsável e também a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, Jean Felipe Silva de Souza, foi feita no local a retirada do tronco da árvore e a limpeza da área, eliminando assim, o risco de novos acidentes. “Para a realização deste tipo de serviço as pessoas devem comunicar os órgãos responsáveis para que possamos passar todas as orientações de segurança. São medidas muitos importantes e que evitamos acidentes como este. Aqui foram registrados somente danos materiais, mas poderia ter sido algo mais grave”, disse Jean.

 

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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